Jonas Narrando Acordei com o sol invadindo o quarto pela fresta da cortina, mas não foi a luz que me despertou de verdade. Foi o cheiro. Um misto de perfume suave de mulher e café fresco vindo da cozinha. E aí me veio a lembrança da noite anterior. Camila. A mulher que me tirava do sério com meia dúzia de palavras. Que fingia que não sentia nada, mas gemia meu nome como se estivesse se despedaçando por dentro. A mulher que eu achei que nunca ia me deixar entrar… e que, ontem, simplesmente se abriu. Levantei devagar, vesti a calça jeans que estava largada no chão e fui até a cozinha. Ela estava ali. De costas pra mim, com uma camiseta minha, que nela virava vestido curto, e os cabelos presos num coque malfeito. Mexia distraída no café, cantarolando baixo alguma música antiga da Cássia

