Rebeca Narrando O som da porta se fechando pareceu ecoar dentro de mim como um aviso: Você não vai sair dessa ilesa. Ele estava ali. No meu apartamento. Depois de tudo. Depois da Nina. Depois de eu tentar me convencer que merecia algo melhor do que migalhas de um coração ocupado demais. Mas o problema é que... o coração dele ainda batia igualzinho ao meu. Sincronizado, mesmo à distância. Eu tentei fingir. Tentei ignorar. Mas bastou aquele olhar, aquela voz rouca dizendo meu nome, pra eu lembrar do quanto ele me fazia sentir viva. E quando me beijou… ah, meu Deus… Eu me derreti. Literalmente. Foi um beijo sem pressa, mas cheio de urgência. Aquele tipo de beijo que arranca tudo que está entalado na garganta: o orgulho, a mágoa, o desejo reprimido. — Você ainda é minha… — ele sussurrou

