Rebeca Narrando Cheguei em casa com a cabeça latejando. Joguei a bolsa no sofá, tirei os sapatos e fui direto para a cozinha. Abri a geladeira sem saber o que queria. Fechei. Abri de novo. Como se algum prato mágico fosse aparecer ali e resolver a bagunça dentro de mim. Mas não era fome. Era ele. Peguei um copo d’água e encostei na bancada. Respirei fundo. O celular vibrou no bolso da minha calça. Era a terceira mensagem do Leonardo no dia. — Se você quiser distância, eu respeito. Mas se ainda existir um mínimo de nós dois em você… me encontra hoje. Onde tudo começou. Onde tudo começou… Aquele restaurante. A primeira vez que ele me olhou diferente. A primeira vez que eu senti aquele arrepio i****a, aquela tensão invisível que me puxava para ele feito um ímã. Apertei o copo com força.

