Leonardo Narrando Acordei cedo. Mais cedo do que gostaria, considerando o pouco que dormi. Passei a noite pensando nela. Em cada detalhe. Em como sua boca treme quando está nervosa. Na forma como seus olhos se desviam dos meus quando eu chego perto demais. E, principalmente, no jeito como ela me olha quando acha que eu não estou olhando. Mas eu vejo. E eu sinto. Rebeca mexe comigo. De um jeito que ninguém mais mexeu. Desci para o café da manhã com a mente inquieta e o corpo ainda pulsando com a tensão da noite anterior. Nem sei como consegui engolir alguma coisa. O gosto era irrelevante. Tudo o que eu queria era vê-la de novo. Sentir sua presença. Testar seus limites. Foi aí que tive uma ideia. Peguei o celular e digitei uma mensagem curta, direta, como sempre: — Venha até a piscina

