Nina Narrando Tem algo no silêncio que sempre me incomodou. É como se ele gritasse verdades que ninguém tem coragem de dizer. E agora… o silêncio estava ensurdecedor. Sentei na poltrona do meu apartamento, com vista panorâmica para a cidade que um dia me reverenciou, agora me observava, como se esperasse minha queda. Eu sentia isso. O ar mais denso. As pessoas me olhando com sorrisos estranhos. O celular… silencioso demais. E quando o silêncio se prolonga, é sinal de que algo está prestes a explodir. Passei a mão pelo cabelo, me levantei e fui direto para o meu cofre embutido atrás do espelho do closet. Senha, biometria. Tudo como sempre. Retirei uma pasta preta, antiga, com documentos suficientes para fazer qualquer um engolir as próprias acusações. Mas dessa vez… era diferente. Dess

