Rebeca narrando Ainda sentia o cheiro do travesseiro dele. A pele quente dele grudada na minha, como se o mundo lá fora não existisse. Só que existia. E apareceu batendo a porta, gritando, cuspindo verdades como quem despeja veneno. Nina. Eu não fazia ideia de quem ela era até ela surgir no quarto, me acordando com os olhos em brasa e os dedos apontando como flechas afiadas. — É com ela que você tá agora, Leo? Com essa menininha sonsa de escritório? Menininha. Eu me encolhi por um segundo. Por insegurança? Por vergonha? Talvez por tudo. Mas quando ela me chamou de sonsa, meu sangue ferveu. — Eu não sou sonsa. — levantei a voz, mesmo ainda vestindo só a camiseta dele. Leonardo se colocou entre nós, mas era como tentar conter uma tempestade com as mãos. — Nina, já chega. Você não de

