Em um determinado momento, não conseguia mais pensar somente em Ricardo ou me concentrar em qualquer outra coisa. Deitada na cama, transpirava mais do que o normal. Meu coração palpitava, dificultando minha respiração. Em algum lugar do quarto, meu celular indicava diversas mensagens chegando, mas não conseguia me mexer por causa do formigamento em várias partes do meu corpo. O palavra por quê, volte em meia surgia em minha mente em um eco infinito. Por quê? Por quê? Por quê eu tinha que matar ele? Por quê eu matei meu pai? Um grito de raiva fica preso em minha garganta. Todos aqueles anos, fazendo uma criança sofrer sem entender o motivo, tudo por quê não era sua filha, não era como a falecida. Meu pap

