Perto da meia-noite, depois de ter certeza que todos já dormiam, saio do meu quarto no intuito de comer alguma coisa. É quando o interfone toca e o atendo antes de acordar alguém. - Boa noite, desculpe incomodar a essa hora - diz o porteiro hesitante. - Oi. Tudo bem. Era alguma coisa? - digo baixo. - Tem um rapaz aqui com o nome de Gael. Ele está insistindo muito em falar com a Marcela. Já disse que está tarde e que deveriam estar dormindo, só que ele não entende, estou quase chamando a segurança. Gael. Ali, penso, respirando pelos lábios entre abertos. - Está tudo bem - digo rapidamente engolindo em seco - Pode mandar ele subir. - Tem certeza, dona Gisele? Está tarde - Senhor Mauro sempre confundia minha voz com a de Gisele. - Tenho sim. Pode deixar ele subir. -

