O domingo.
Levamos 15 minutos até a casa da Nonna, que mora na cidade de Riva Del Garda, a casa era um doce , grade baixa e jardineiras nas janelas .
Fomos recebidos por abraços e beijos da Nonna, me senti da família. Me juntei a Dona Esmeralda na cozinha, e a primeira coisa que ela me perguntou:
- Conheceu o lago?
- Sim é lindo! Quero levar Catherine, ela vai adorar jogar pedrinhas na água.
- E o Toni cumpriu a tradição?
Nisso Toni entra na cozinha e apanha uma garrafa de água.
- Sim. - respondi um pouco sem jeito
- E ele te beijou na testa? ou no queixo?- perguntou Dona Esmeralda
Toni parou de beber água e ficou me olhando esperando minha resposta.
- Na testa.- respondi
Dona Judite franziu o cenho e disse:
-Ma Santo Dio! É muito lento!
O almoço foi servido no quintal debaixo de parreiras de uva, uma grande mesa foi posta, estávamos todos sentados quando Dona Judite se lembrou que esqueceu de levar o vidro de azeite de oliva. Me ofereci para buscar, pois tinha visto em cima da pia . Chegando a cozinha peguei o vidro e me virei rápido pra voltar a mesa, quando trombei com Toni que me prensou na pia, ele ergueu os braços e pegou algo no armário acima da minha cabeça.
Me olhando nos olhos se abaixou até meus ouvidos e disse:
- Vim pegar os guardanapos.
Me arrepiei toda com os lábios dele tão próximos do meu pescoço, ele percebeu e sorriu malicioso, quando escutamos passos se aproximando, nos afastamos rapidamente. Era Gianni que tinha ido verificar porque estávamos demorando. Fingi que não estava achando o Azeite e voltamos os três pra mesa.
O almoço transcorreu alegre, Toni não tirava os olhos de mim e Gianni não perdia uma oportunidade de ser gentil, Bruno apenas ria.
Depois de ajudarmos Nonna Judite com a arrumação nos despedimos todos, voltei no carro com Dona Esmeralda, Sr. Peppi e as crianças. Na camionete voltou os três irmãos.
A noite quando me deitei fiquei a relembrar os acontecimentos do dia, o beijo no lago, poderia ter sido no queixo ou na testa, mas foi na boca e senti a excitação dele ao me pressionar contra o seu corpo, depois a prensada na cozinha e o Toni me provocando ao falar tão próximo ao meu ouvido.
O que ele pretendia com isso? Não me via como uma mulher desejada. Estava com 38 anos, depois do casamento engordei um pouco, tinha as formas arredondadas, cintura marcada, bumbum grande e s***s fartos. Cabelos dourados e levemente cacheados, meu marido Roger dizia que eu não era branca e sim branquela.
O que se passava na cabeça do Toni? Ele não escondia sua contrariedade com minha presença, ouvi ele discutindo com Sr Peppi que não era de acordo com nossa estádia, que podíamos por em risco toda família e de repente começa a brincar de caçador comigo.
Esses pensamentos me tiraram o sono, então resolvi ir até a cozinha pra encher minha garrafinha com água gelada, desci as escadas no máximo de silêncio possível, sem acender as luzes, não queria incomodar ninguém.
Chegando na cozinha me assustei ao ver a porta aberta, peguei uma faca da cozinha e cuidadosamente caminhei para fora, braços fortes me agarraram arrancando a faca da minha mão, quando pensei em gritar uma mão grande tapou minha boca, senti meu corpo gelar, estava ficando com as vistas turvas quando ouvi alguém me reprendendo:
- Você é maluca? Quer matar alguém?
Respirei aliviada era Toni, tentei me explicar:
- Vim pegar água e vi a porta aberta, pensei que tinha algum desconhecido na casa, me assustei.
- Gosto de ficar sentado no sofá cama da varanda.
- Me desculpe, vou te deixar em paz. - virei as costas e fui entrando na cozinha. Toni disse:
- Espere , acho que você se cortou na testa
Levei a mão na testa e ele tinha razão tinha um pouquinho de sangue, ele pegou um pano molhou e passou pelo pequeno ferimento, senti uma dorzinha e ele assoprou pude sentir o hálito dele , só então percebi a proximidade que estávamos, eu estava encostada em uma mesa de madeira da varanda e ele grudado em mim, senti uma certa falta de ar de excitação, ele percebeu e desceu as mãos pelas minhas costas até chegar na minha cintura por onde me puxou pra mais perto de si, senti seu corpo enrijecendo, eu usava um robe de seda por cima de uma camisola de ursinho, ele começou a beijar meu pescoço e rapidamente me ergueu me sentando na mesa , abriu meu robe e desceu uma das alças da camisola deixando metade de meu colo a mostra e começou a mordiscar o mamilo que reagiu enrijecendo, minha v***a já estava úmida quando senti dedos ágeis a me tocar, abafei um gemido de prazer, Toni subiu a boca e me beijou enquanto me tocava com destreza, ele puxou me para mais perto e pude sentir sua ereção se esfregar em mim, ele estava com um short de pijama bem fininho, resolvi devolver o carinho, segurei com força seu pênis e pude sentir ele latejando, comecei a fazer movimentos de baixo para cima, ele gemeu baixinho e puxando minha calcinha ele a arrancou. Estavamos completamente envolvidos pelo momento quando ouvimos Gianni se aproximar chamando por Toni:
- Toni você está aí?
Nós soltamos e fiquei paralisada, não queria que ninguém me visse ali naquela situação, Toni sinalizou a porta da frente da sala, fui rapidamente sem fazer barulho, subi quietinha de volta pro meu quarto.
- Oi Toni, o que está fazendo aí? Você não vem dormir?
- Oi Gianni, não estou com sono.
- Se você não está com sono podemos conversar?
- Fala aí.- Toni sentou no sofá segurando uma almofada pra disfarçar sua ereção.
- Vi a maneira como a Ângela olha pra você e como você olha pra ela . Você pretende ter algo sério com ela? - Gianni perguntou sem rodeios.
- Você está vendo coisas, não olho pra ninguém, não quero ninguém, quero mulheres sim, mas não compromisso.
- Para Toni! Você levou a Ângela no Lago, essa era nossa tática quando éramos adolescentes, pra beijar as meninas.
- Você não escutou ela falando pra Mamma que a beijei na testa? Se você tem interesse invista nela.
- Eu tenho interesse sim, e muito, ela é viúva, eu também, temos as crianças pra criar, podíamos construir uma família.
- Gianni eu não sou a melhor pessoa pra dar conselhos, mas acho que um relacionamento não é uma ciência exata. Tem de ter química.
- Eu sei, mas da minha parte tem muita, acho ela linda, meiga, me encantei desde a primeira vez que a vi, e...
- Tá, tá, tá, eu entendo, mas não quero ser seu confidente, não tenho paciência para o amor e suas complicações.
- Tudo bem então, já que você não tem interesse vou conquista la.
- Fique a vontade. disse Toni com desdém
Gianni foi para o quarto e Toni ficou sentado pensando em tudo o que aconteceu com ele e Ângela e na conversa com Gianni . Respirou fundo e decidiu que iria se afastar de Ângela, em sua cabeça isso já estava resolvido, só faltava seu corpo entender isso.
Resolveu ir até o estábulo tomar um banho frio no chuveiro dos cavalos.