— agora vamos tomar banho. — Encerro o beijo e a tiro de cima de mim.
— ai não, tava tão bom aqui. — Diz manhosa.
— vem logo Marília. — Digo entrando no banheiro.
— você continua sendo chata. — Diz entrando no banheiro emburrada.
— eu sei disso, agora ligue o chuveiro. — Bato na b***a dela.
— isso dói. — Dou de ombros e tiro minha roupa.
Mesmo com ela reclamando, tomamos um banho demorado. Depois de vestidas descemos pra cozinha, tava todo mundo numa ressaca, mais continuavam com o bom humor.
Nos sentamos nas espreguiçadeiras na sombra.
Eu estava sentada e Marília com a cabeça sobre meu colo. Estávamos todos de boa, quando João Gustavo perguntou se tinha alguém doente ou estavam fazendo outra coisa pra estarem gemendo tão alto.
— você ouviu maninha? — Marília olhou pra mim.
— ouvi não João, acho que se tava era bebado mesmo e ouviu demais. — Colocou os braços pra trás e abraçou minha cintura.
— Marília Dias Mendonça não vai me dizer que era você? — Ela levantou de uma vez e acabou batendo a testa no meu queixo, doeu.
— eu? com quem? — Meus dentes havia cortado meu lábio de baixo.
— uai, vai que se expulsou a Carlinha do seu quarto e trouxe algum ser i****a. — Diz rindo.
— até parece que eu vou expulsar ela do meu quarto. — Se levanta.
— desculpa minha neném, vamos colocar gelo, vem. — Me puxa pela mão.
— ui, minha neném. — Começa a rir junto de Kayke.
— vocês são dois idiotas. — Digo, mesmo com um pouco de dor.
Já na cozinha, ela pega o gelo, liga a torneira e molha ele, depois começa a passar onde cortou. Depois de um tempo ali, subimos rapidamente para o quarto dela pra passar uma pomada no corte.
— me dá um beijinho antes de passar a pomada? — Faz biquinho e eu não resisto.
— com cuidado hein?! — Junto nossos lábios bem devagar pra não doer tanto e logo encerramos o beijo com selinhos.
Passo a pomada e assim voltamos pra varanda. Já estavam fazendo o almoço e acendendo o fogo da churrasqueira, Marília decidiu ajudar a mãe na cozinha e eu fui comprar mais cerveja com os meninos.
Estava com Kayke procurando morangos quando ele começa a perguntar o que houve nessa madrugada, até tentei enrolar, mais ele me conhecia muito bem.