II – CONHECENDO OS GÊMEOS

1350 Words
As garotas chegaram na balada e viram que a fila estava bem grande. Porém, Kate tinha um ex ficante que virou amigo e que trabalhava na balada, e ele liberou a entrada delas. Entrando lá, Kate e Chloe queriam dançar, já Angel foi até o bar para tomar alguma coisa. Ela pediu três drinks, segurou os três com um pouco de dificuldade, mas conseguiu chegar nas garotas, que bateram palmas em comemoração quando Angel chegou com as bebidas. As três ficaram dançando, mas em pouco tempo o drink de Angel acabou, e ela resolveu voltar no bar para pegar mais. Ela e as garotas revezavam para ir até o bar buscar mais drinks, até que Angel resolveu descansar um pouco sentando no banco do balcão do bar. Depois de pedir mais alguns daquele drink docinho e saboroso, Angel já não sabia mas quantas doses havia bebido. Na verdade, a essa altura, ela já não sabia como iria levantar de salto. Angel não costumava se exceder dessa forma, só o fazia quando estava muito furiosa. Angel decidiu que iria dançar com as garotas na pista de dança, mas antes pediu mais um drink e saiu com seu copo cheio meio que tentando se manter em pé sem cambalear, e acabou esbarrando em alguém e derramando a bebida toda na camisa branca dele. — Olha o que você fez — David gritou aborrecido. Quando ele levantou a cabeça e olhou pra ela, parou de falar todos os desaforos que já estavam na ponta da língua. Era algo inédito o implacável advogado David Smith ficando sem palavras, mas ele não pôde ignorar uma beleza natural, com um corpo em forma de quem se cuidava, mas sem exageros e aquela cintura minúscula. Quando David saiu do seu transe, percebeu que Angel já estava a um tempo o xingando. — Qual é o meu problema? Qual é o seu problema? Foi um acidente garoto — ela falava colocando o seu dedo indicador na frente do rosto dele. — E se você não quer que esse tipo de coisa aconteça, é bem simples, fique em casa. Quem sai para uma balada para dar chilique? — Angel só faltava se esgoelar para ele poder escutar, já que o barulho na balada estava bem alto. David foi sendo tomado pela raiva, e logo percebeu que o que ela tinha de linda, tinha de marrenta. — A culpa foi sua que está aí e m*l consegue se segurar em pé. Vê se olha por onde anda — o rapaz falou rebatendo as palavras dela. Kate e Chloe perceberam a movimentação e foram vê o que estava acontecendo. — Amiga, o que aconteceu? — Kate perguntou fuzilando David com os olhos. — Foi um acidente, eu esbarrei nesse babaca e derramei bebida na camisa dele. "Ela me chamou de babaca?" — Eu já ia pedir desculpas quando ele gritou comigo todo autoritário perguntando: Qual o seu problema? — Angel falou imitando a voz dele de forma irritante. — Além de marrenta e chata, é infantil? — ele perguntou com o cenho franzido. Angel fez cara de nojo pra ele e revirou os olhos. David percebeu e ficou ainda mais irritado. — Sabe de uma, eu vou é sair daqui, que eu estou fugindo de problema, já basta o dia infernal que eu tive hoje — ele falou se retirando, indo ao encontro do seu amigo Adam. David tinha ido pra essa balada para tentar esfriar a cabeça. Ele havia perdido um caso importante, e sempre teve um pouco de dificuldade em lidar com derrotas. Apesar de poder recorrer, ele queria ter conseguido a vitória na primeira instância. Depois que ele saiu, as garotas esqueceram o episódio e continuaram bebendo. Quero dizer, as garotas esqueceram, porque aquele cheiro que Angel sentiu tão de perto enquanto se aproximou para tentar ser ouvida por David, ela não esqueceu. A essa altura nenhuma das três estava em condições de responder por si, quando de repente Chloe teve a brilhante ideia de subir no balcão para dançar. É claro que Kate e Angel ficaram com medo dela se machucar, e depois de chamar insistentemente e ela não dar ouvidos, Angel teve uma ideia ainda mais estúpida. — Calma aí amiga, eu vou te salvar — falou subindo no balcão do bar. Uma bêbada que não se segurava em pé, indo salvar outra bêbada? Não tinha como dar em algo bom, não é? Assim que Angel ficou em pé no balcão, ela desequilibrou e caiu batendo a cabeça no chão e desmaiando. Ela apagou por alguns minutos, e claro, as garotas se desesperaram preocupadas. Chloe além de preocupada ficou se sentido muito culpada. Angel acordou minutos depois, abriu seus olhos e se deparou com as suas amigas chorando desesperadas na sua frente. — Amiga, como você está? — Kate perguntou. — Amiga, me desculpa — Chloe falava chorando copiosamente. — Eu estou bem — ela respondeu passando a mão na parte de trás da cabeça, constatando que naquela região havia se formado um g**o. Elas decidiram que Angel precisava de um hospital para vê se a pancada na cabeça foi algo grave. O amigo de Kate que trabalhava na balada levou elas até o hospital. Ele as deixou na frente do setor de trauma do hospital, as garotas agradeceram e ele voltou para o trabalho. Chegando na recepção, Angel deu de cara com o cara que ela derramou bebida na balada (Só que não). — Qual de vocês precisa de atendimento? — Dr. Patrick se aproximou perguntando. Todas apontaram para Angel, inclusive ela. — Como posso te ajudar? Qual o seu nome? — Patrick perguntou com um leve sorriso no rosto. — Eu me chamo Angel... Você?... Eu não entendo... O que você faz aqui? — Angel perguntou confusa. — Nós nos conhecemos? — ele perguntou já meio que imaginando com quem Angel o estava confundindo. — Eu derramei bebida em você mais cedo, você não lembra? Eu posso ter bebido muito, mas eu não esqueço um rosto, principalmente um rosto desses — ela falou ainda pelo efeito do álcool... Ou seria pela pancada na cabeça? As garotas começaram a rir, e claro que Patrick também não se conteve. — Angel, você deve ter conhecido o meu irmão, nós somos gêmeos — o médico respondeu ainda sorrindo. — Existem dois deles? Oh, meu Deus — Angel falou sussurrando para as amigas. — Oi? — Patrick perguntou. Ele escutou, mas fingiu que não. — Nada não. — Angel desconversou sorrindo. Patrick pediu que Angel deitasse na maca e começou a examiná-la. Enquanto examinava, ele se distraiu algumas vezes. Patrick estava encantado com aquela garota com o nome de anjo e feições angelicais. Depois de examiná-la, Patrick solicitou uma tomografia para garantir que estava tudo bem com Angel. Ele também a deixou um tempo em observação. Enquanto aguardava o resultado dos exames, Patrick foi atender outros pacientes. Um setor de trauma em um hospital em uma sexta feira a noite, geralmente era bem lotado. O resultado da tomografia de Angel saiu algum tempo depois, e descartado qualquer trauma, Dr. Patrick a liberou para ir para casa. — Mocinha, foi só um susto — ele falou a ajudando a se levantar d maca. — Está tudo bem com você, mas vou receitar um analgésico, caso sinta dor de cabeça. — Obrigada, doutor — ela falou com um sorriso. — Esse é o meu cartão, me ligue caso sinta algo — Patrick falou entregando o cartão nas mãos dela, que guardou na sua bolsa. Geralmente Patrick não costumava dar seu contato para pacientes da emergência, mas ele precisava de um pretexto para vê Angel novamente. — Será que eu posso usar esse cartão para chamar ele para sair? — Angel sussurrou a pergunta só para suas amigas escutarem. — Vai fundo, garota — Chloe falou, e Kate apenas riu. — Oi? — dessa vez Patrick realmente não escutou. — Só estava tirando uma dúvida com as minhas amigas — Angel desconversou mais uma vez. Patrick deixou as garotas na saída do hospital. Elas pegaram um táxi e foram para casa.
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