Entro em casa a procura da minha mãe para dar boa noite e ir dormir, mas quem estava na sala era o traste e, pior, sozinho. Finjo que não o vejo, sigo até a cozinha para pegar minha garrafa de água e subir para o meu quarto, mas sou barrada na porta da cozinha na hora que estou saindo. — Precisa de alguma coisa? — pergunto para o traste que naquele momento me fita das cabeças aos pés e não me responde somente dá um passo para frente ficando mais próximo de mim. Eu não recuo. Sinto medo? Sim e muito. Os olhares dele me dão ânsia e frio na espinha, mas sei que não posso me deixar intimidar por ele. — Bom! - respiro fundo e continuo - já que não respondeu minha pergunta, boa noite preciso deitar, acredito que minha mãe esteja o esperando no quarto dela. — ele da mais um passo a frente fica

