ÂNGELO. A noite está mais fria que o normal, e o vento gélido que passa por nós enquanto estamos dentro da carruagem roubada não ajuda em nada. Neil está sentado do meu lado, vestindo exatamente como um duque podre de rico (que aliás: é seu disfarce). A calça escura é bem justa e desaparece dentro das suas lustrosas botas que vão até o joelho, a parte de cima é constituída por uma camisa branca e um blazer preto sobre ela. Se ele já era gostoso, com essa roupa está parecendo um deus. Suas mãos seguram a corrente que prende meus pulsos, o metal frio não é um incômodo se comparado ao fato de que estou quase pelado. — chegamos.— o cocheiro (que também é um dos nossos homens disfarçado) avisa, enquanto para a carruagem do lado de um enorme galpão escuro, que a princípio não parece ter nada

