Kael Narrando O baile já tava subindo no morro igual fumaça de baseado m*l apagado. Luz piscando, batida engolindo o silêncio, e o povo rindo como se a semana não tivesse começado no velório. Mas eu não conseguia rir. Nem sair. Nem respirar direito. Cheguei na porta do barraco da Luna com o coração mais pesado que peça de fuzil. Bati duas vezes, no nosso jeitinho. Ela abriu de cara, já com aquele olhar que me desmonta. — Arruma outra noite, princesa — falei logo. — Hoje não vai rolar. Ela franziu a testa, deu um passo pra trás. — Como assim? Tá tudo certo. Tava esperando por isso desde ontem. Cocei a nuca, respirei fundo. Tinha que falar do jeito certo. Não era só não vai dar, era não posso botar teu nome na boca do morro agora. — Os mano tão tudo de olho. E não é qualquer olhar,

