Kael Narrando Tava tudo errado. O vento. O silêncio. O peso no peito. Luna sumiu. E eu sentia... Sentia como se arrancasse um pedaço meu no tapa. Ela disse que ia dar um rolê com a Samanta. Coisa rápida. Desceu a rua com aquela blusa larga, rindo de canto. Me deixou com um beijo na bochecha e um “relaxa, eu volto já”. Mas o “já” passou fazia horas. E o celular dela? Só dava caixa postal. — Ô Lequinho — falei no rádio — cê viu a Luna voltando? — Nem sinal, Kael. — A Samanta também? — Sumidas, as duas. Dei um pulo da cadeira, coração martelando. Fui direto pro QG, peito fechado. Dante tava lá, com uns quatro cara rindo, cortando uns bagulho em cima da mesa. — Preciso falar contigo. Agora. Ele ergueu a cabeça, arqueando a sobrancelha. — Que foi, Kael? Tá com pressa por quê? Feche

