Kael Narrando O rádio chiava na minha cintura, mas eu nem ouvia mais direito. Desde o dia que resgatei a Luna, minha cabeça não descansava. Nem por um segundo. Acordar e saber que ela podia ter morrido. Que encostaram nela. Que machucaram ela. Era tipo... Uma faca cravada nas minhas costas que ninguém tirava. E eu já me acostumei com dor. Mas essa? Essa tava me desmontando por dentro. Hoje cedo Dante mandou mensagem. Falou que queria todo mundo no alto às sete. Disse que tinha coisa grande vindo aí, e eu já sabia: Moreira tava tramando. E tava perto demais. Cheguei no ponto de encontro. Tava todo mundo lá, menos ele. Acerquei um dos pivete, mano dos vapores, que tava com o radinho ligado: — Alguma fita estranha hoje? — perguntei. O moleque coçou o queixo. — Só movimento maior no b

