Dante Narrando Acordei antes do despertador tocar. Nem sei se dormi direito, na real. Cabeça rodando desde a última reunião, desde o sumiço da Luna, desde a merda toda que quase estourou. Mas hoje era sábado. E sábado é dia de baile. Ou seja, dia de mostrar quem é que manda de verdade nessa p***a toda. Levantei devagar, cocei o peito, joguei água no rosto e fui direto pra sacada do meu quarto. Lá de cima dava pra ver o baile ganhando forma. Os caras já tavam montando o palco, som chegando, luz sendo testada. Era tipo montar um ringue no meio da quebrada. Só que em vez de porrada, o que rolava ali era ego, olhar atravessado, copo de uísque e música até o chão. — Ô Paçoca — chamei no rádio. — Fala, chefe. — Confirma pra mim os barraqueiro que tão autorizado hoje. E avisa os menor que ni

