Samanta Narrando O som do meu coração batendo era o único que fazia sentido enquanto eu me arrastava de volta pro camarote. Gente correndo. Gente chorando. Luzes piscando sem ritmo. O cheiro de fumaça começando a entrar pelo nariz. Era como se o mundo tivesse quebrado em mil pedaços. Mas no meio daquela confusão toda, eu só conseguia pensar em uma coisa. Ou melhor, em um. Dante. Luna me puxou assim que me viu se aproximando. — Samanta, tá bem? — ela me perguntou, olhos arregalados, procurando por respostas que eu também não tinha. — Tô — respondi, sem fôlego. — Cadê ele? — Foi ver o que aconteceu. — Ela parecia tão nervosa quanto eu. — Kael tá lá fora também. Tá todo mundo tentando entender o que foi aquilo. A gente se trancou no camarote como ele mandou. Lá dentro, o som do tumulto

