No silêncio da pólvora

1439 Words

Dante Narrando Mano... nunca imaginei que ia abrir o olho de novo. O baque da explosão ainda zunia no meu ouvido quando acordei num canto escuro, cheio de poeira, com gosto de sangue na boca e braço latejando. Por um instante, achei que tinha ido dessa. Mas o peso no peito, a dor real... me mostraram que eu ainda tava aqui. Vivo. Machucado. Mas vivo. Levantei meio torto, com tudo girando. O rolê do baile virou um campo de guerra. Luzes piscando ao longe, sirene gritando longe, e eu, escondido num depósito velho atrás do beco da quadra. Lembrei da última imagem: Samanta do meu lado, Luna no camarote... E depois? Um clarão. Um barulho seco. E a p***a de tudo vindo abaixo. — Merda... — murmurei, tossindo forte. — Que fita foi essa? Minha Glock ainda tava na cintura. Tirei, conferi o pent

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