A casa ficava um pouco afastada da estrada, cercada por árvores e com o som do mar chegando baixo, constante. Quando FK estacionou, o sol já tinha subido o suficiente para iluminar tudo com uma luz morna. Cecília desceu do carro devagar, olhando em volta, sentindo o ar diferente — mais leve, mais limpo. — Aqui ninguém te olha — ele disse, fechando o carro. — Ninguém pergunta. Ninguém exige. Ela assentiu. Entraram na casa sem pressa. Era simples demais para alguém como ele: poucos móveis, tudo organizado, quase frio. Mas havia janelas grandes, cortinas claras e o som do mar invadindo cada canto. FK largou a chave sobre a mesa. — Fica à vontade. Cecília deixou a mochila perto do sofá, caminhou até a janela e ficou olhando o horizonte por alguns segundos. — É estranho te ver aqui — el

