Fk estava na varanda, apoiado no corrimão de ferro frio, o cigarro queimando lento entre os dedos. O céu já tinha escurecido, as luzes da rua piscavam preguiçosas, mas nada conseguia tirar aquela sensação incômoda do peito dele. A casa estava silenciosa demais sem Cecília. Ele puxou outra tragada funda, sentindo a fumaça arranhar a garganta. Desde que ela saiu, algumas horas atrás, ele podia jurar que algo dentro dele tinha ido junto. E ele odiava isso. Odiava sentir qualquer coisa que fugisse do controle. Mas a verdade era simples e dolorosa: Cecília fazia falta. E isso o deixava irritado — com ela, com ele mesmo, com o mundo. Movimentou o maxilar, como se aquilo pudesse esmagar o que sentia. — Sabia que ia te achar aqui. — A voz veio às costas dele. Fk soltou um suspiro cansado,

