O silêncio durou segundos demais. FK caminhou pela sala como um animal preso, os passos pesados ecoando no chão. Passou a mão pelo rosto, depois pelo pescoço, como se algo estivesse apertando por dentro. — Você não entende — ele disse, a voz ficando mais alta, mais áspera. — Você vive num mundo onde dá pra escolher. Aqui não. Cecília deu um passo pra trás sem perceber. — Eu não quero esse mundo… — murmurou. — Eu só queria você. Ele parou de repente. Virou rápido demais. — Não fala isso. A voz veio mais alta agora. Não era grito ainda — era pior. Era aviso. — Você não sabe o que tá pedindo. Ele deu um passo à frente. Cecília recuou outro. As costas dela encostaram na parede fria da sala. — Você some. — ele continuou, a mandíbula travada. — Me ignora. Me faz parecer fraco. — Eu n

