Cecília saiu do shopping já no começo da noite, cansada, os pés doendo dentro do tênis barato, a bolsa pendurada no ombro. Pegou o ônibus de volta pro morro como sempre fazia, a cabeça encostada no vidro, pensando em absolutamente tudo… e principalmente nele. Quando chegou à Rocinha, não foi direto pra casa. Virou a esquina conhecida e entrou no restaurante da dona Ivonete. O cheiro de comida quente tomou conta dela na hora. Arroz fresquinho, feijão no ponto, carne fritando. O lugar estava cheio como sempre, mesas ocupadas, gente rindo, crianças correndo entre as cadeiras. Era um dos poucos lugares onde Cecília se sentia segura. — Ceci! — Maia chamou assim que a viu entrar, atrás do balcão. Cecília abriu um sorriso automático. — Oi… Maia saiu de trás do balcão e puxou a amiga pra u

