O shopping estava lotado, música alta, gente entrando e saindo das lojas, mas Cecília parecia funcionar no automático. A discussão da manhã ainda pesava no peito, o nó na garganta insistia, e cada vez que lembrava da expressão da mãe… do grito do pai… o estômago dela embrulhava. Mas então o celular vibrou no bolso do uniforme. FK. Ela respirou fundo antes de abrir. FK: Chegou no trabalho? Cecília mordeu o lábio, hesitando. Eles ainda não tinham conversado sobre o que houve na casa dela, e ela não sabia se queria tocar no assunto. Mas respondeu: Cecília: Sim… cheguei agora há pouco. Demorou só alguns segundos. FK: Parece cansada na mensagem. Ela franziu o cenho, meio surpresa com aquela sensibilidade dele — que ele nunca admitiria ter. Cecília: Tô bem. Só muita coisa na cab

