Pesadelo

1363 Words
Jade Nikhil — Jade, a responsável pela coordenação lhe aguarda após a aula — O professor de gestão financeira fala assim que entro na sala — O que eu fiz?— Pergunto temerosa por estar atrasada. — Apenas você e ela devem saber— ele respondeu e se virou pra turma— Vamos lá pessoal! Vamos dar sequência a nossa aula passada. Minha cabeça estava longe pensando o que eu havia feito de errado dessa vez. Não consegui prestar a atenção na aula e quando saí, fui direto a coordenação para saber o que estava acontecendo, mas além de mim, existia outros alunos aguardando confusos com o pedido. Entramos na sala e sentamos a uma mesa redonda, e de início, a diretora começou a revelar nossa curiosidade. — Hoje mais cedo tivemos o privilégio de receber o maior investidor do país na nossa unidade— a quantidades de nomes rodeam a minha cabeça imaginando de quem se tratava— o investidor pediu para que não revelasse sua identidade, mas eu como coordenadora garanto a todos que a assinatura de vocês para ser estagiário de uma multinacional abriria milhares de portas. O investidor se agradou da personalidade de vocês e dos seus trabalhos realizados, foi o próprio que escolheu com todo cuidado. Ele deixou documentos para serem assinados caso vocês queiram e nele se encontra todas as condições do contrato. Ela nos entrega pastas pretas e eu leio cuidadosamente, no contrato não tem nada demais apresentado, mas diz que o contrato se encerra com seis meses e não pode ser quebrado o acordo da nossa parte ou as consequências seriam perder oportunidades futuras em empresas renomadas. Algumas pessoas assinaram sem ler e dois preferiram não assinar assim que leram, eu não tinha o que perder, se eu assinar esse contrato, ficarei livre das obrigações que meu pai está me forçando a fazer, então assinei. Voltei pra casa mais tranquila e despreocupada, apenas esperando com que o meu pai chegasse do trabalho. Fiz algo que não faço a anos, sentei na mesa de jantar para comer junto a ele. Isso não era algo que eu desejava, mas havia necessidade — O que faz aqui?— ele pergunta assim que sento — Eu consegui um estágio, começarei amanhã — Em qual casa de prostituição?— ele me olha dos pés a cabeça e eu torno a me levantar para voltar ao quarto — O senhor não terá motivos para alguém desconfiar que sou sua filha— ele nunca me assumiu como sua filha, não conheço o trabalho do meu pai, sei apenas que lida com finanças por ter me obrigatório a fazer uma faculdade que nunca quis na vida. — Que bom que disse isso! Porque a partir de amanhã você vai custear as suas dívidas. Um ano da sua faculdade estar pago, mas você não terá nada além disso — Pai, como eu irei me formar desse jeito?! Eu entrei nessa maldita profissão por sua causa, por que está fazendo isso?— mesmo que eu quisesse uma resposta digna, sabia que não ia conseguir, ele nunca revela os verdadeiros motivos de estar sempre a me maltratar. — Eu não posso fazer nada— ele responde e torna a comer Subi para o quato e fui dormir, quando acordei a empregada havia dito que ele proibiu que ela fizesse minhas refeições, foi apenas por isso que acabei me atrasando para sair, mas quando saí pelos portões havia um carro a minha espera. Estranhei o fato, mas o motorista disse que se tratava dos privilégios do estágio. Com todo desgaste de manhã, eu não me dei conta do caminho que tomamos e só fui me dar conta de onde eu estava quando saí do carro. O motorista saiu com o carro assim que eu estava preste a abrir a porta ao ver o Pedro me encarando — Eu não estou acreditando nisso!— cada um dizia uma coisa extraordinário enquanto observava do lado de fora aquele lindo escritório Pedro não parava de me olhar enquanto eu fazia de tudo para não olhar em seus malditos olhos. — Vamos entrando e a nossa primeira reunião começará em 20 minutos, espero que seja tempo suficiente para conhecer o espaço que vão trabalhar— ele vira as costas e eu lhe impeço de andar quando começa a falar — Sua empresa não tem vínculo com a minha profissão futura, acho que haverá mais serventia contratar pessoas que trabalhe com o seu ramo Ele se vira mostrando toda sua impaciência de maneira sucinta — Você assinou um contrato a qual tem suas consequências, se está com medo de aprender algumas lições importantes da vida, não deveria ter se arriscado tanto senhorita Jade!— cerrei meus olhos em descrença e ódio com a sua resposta, enquanto olhares nos cercavam impactados — Eu não tenho medo de nada, nem de você.— Ele sorriu de lado me deixando ainda mais irritada — Que bom, então entre!— sua mão se ergueu a me dar passagem e seu olhar voltou a todos como forma de educação Um por um foi entrando e ele colocou as mãos no bolso a me esperar passar, segui reto e lhe encarando nos olhos passei rente ao seu corpo enquanto me desviava da sua aproximação. Perguntei a recepcionista onde ficava a sala de reuniões e ela me informou de maneira gentil e educada, sem mais nada a perder segui até o local e não havia ninguém, apenas eu pensativa quanto a esse pesadelo que eu fui me meter. As pessoas foram chegando aos poucos e por último os trabalhadores do local juntamente com o Pedro. Assim que vi o Daniel passando pela porta, meu coração se aliviou e ao mesmo tempo ficou aflito, não sei explicar o que sinto, mas eu só precisava que ele me tirasse daqui. Talvez os meus olhos digam isso, ele implora por socorro nesse exato momento. Todos estavam sentados, e o Pedro deu início às palavras. — Aqui dentro somos uma equipe, lidamos com o trabalho de maneira pensante antes de cometermos erros irreparáveis e termos que lidar com as consequências— seus olhos se voltaram para mim, e eu direcionei os meus para o Daniel— Se pegamos um projeto, vamos com ele até o fim, não importa o que aconteça, o que precisamos ter como fundamento é a responsabilidade. Não aceito atrasos e organização é a base das suas conquistas. Durante o primeiro mês vamos fazer divisões de tarefas até aprender um pouco de tudo, e cada um de vocês vai saber lidar com a experiência do outro, por isso, todos os dias vão mudar de instrutor até que eu não veja necessidade de permanecer com aquilo que aprendeu e definir qual área você se encaixa. Ok? — Ok chefinho— uma das universitária fala piscando pra ele e eu acabo sorrindo quando vejo o seu olhar m*l encarado para ela — Ok então vamos dar início— segui quase correndo para o Daniel e um outro menino chegou juntamente — Você quer a vez?— o menino perguntou a mim e o Daniel ficou nos olhando segurando o riso — Você não se incomoda? — Eu posso ficar com aquela moça— agradeci de maneira educada e ele se foi — Do que está rindo?— Perguntei irritada — Ele gostou de você — Cala a boca Dan. Agora só me diz por que não me contou que a sua empresa estava com essa pretensão e por que me escolheram? Eu não sirvo pra isso — Acho que você deveria perguntar ao Pedro, ele também nos pegou desprevenidos — Quero distância do seu primo, ele pode ficar bem longe, o mais longe possível! O que eu vou fazer Dan?!— ele me abraça mas logo me solta — Eu ainda não sei, mas você vai se sair bem, eu confio em você. — A resposta que eu esperava era a de você arrumando um plano para sair daqui. — Vai ser impossível, o Pedro é um homem que gosta de domínio Eu não faço ideia do que ele esteja falando, mas tenho a certeza que esse homem não vai me dominar
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