EPISODIO 2

1054 Words
Com um suspiro frustrado, eu olho para a tela do meu telefone mais uma vez, não querendo perder nenhuma mensagem chegando. Nenhum tinha chegado. Me ajeitando ainda mais no assento, suspiro alto para a cabine vazia. Tanto Alexandro quanto Dante não haviam retornado do que quer que estivessem fazendo. O que alguém poderia realmente fazer suspenso no ar? Olhando pela janela, eu vejo o sol se pôr enquanto os raios entram suavemente na cabine levemente fria batendo no meu rosto. Eu fecho os meus olhos e suspiro mais uma vez, a minha mente ainda repassando o comportamento frio de Alexandro comigo. Por que ele estava agindo assim comigo? Eu tinha feito algo errado? Saio dos meus pensamentos quando ouço a porta da cabine se abrir. Virando a cabeça, vejo Alexandro olhando para mim com aqueles mesmos olhos frios antes de se sentar ao meu lado e olhar pela mesma janela que eu estava olhando uma vez. — Eu fiz alguma coisa errada? Eu pergunto num sussurro. Por alguma razão, a minha voz não sai forte e firme, mas sim oscilante. Ele não diz nada, mas dá um breve aceno de cabeça. — Então, por quê? É tudo que eu quero saber. Ele ainda não responde e exala um suspiro. E é aí que aquele cheiro forte e pungente me atinge. — Você andou bebendo? Alexandro vira a cabeça para mim e revira os olhos. — Não é nada. Ele diz secamente. Eu avalio cada movimento de Alexandro para ver se ele está falando a verdade. E não consigo ver nada. Ele não estava arrastando as palavras ou mostrando qualquer outro sinal de estar bêbado. — E então, Alexandro, você vai fala comigo? Eu exijo encontrar os seus olhos, implorando para ele responder corretamente e não apenas me sacudir como lixo no seu ombro. — Você está realmente me perguntando isso? Ele zomba em descrença. — Alexandro, os dois estão bem e estáveis, provavelmente até foram transferidos da UTI. Eu sei como você se sente, por que você está me bloqueando pelo amor de Deus? Eu atiro para ele, agarrando uma unha em chamas para alguma explicação. — Não, você não sabe como me sinto. Eles estão no hospital e aqui estou eu perdendo o meu tempo nesta est*úpida lua de mel com você quando eu poderia estar com eles, com minha família! Ele realmente quis dizer isso? Ele não poderia estar falando isso do coração. As lágrimas que eu segurei por tanto tempo agora ardem nos meus olhos novamente e antes que eu possa me conter, uma cai pelo meu rosto, criando uma trilha para as outras. Levantando rapidamente a minha mão, e limpo o meu rosto e apenas aceno com a cabeça. — OK. Eu sussurro e me afasto dele apenas para olhar vagamente para o chão de carpete marrom- avermelhado do avião. Mais pensamentos estavam agora vagando pela minha cabeça. Tantos 'porquês' e 'o que é'. Posso ouvir Alexandro suspirar e então, com minha visão periférica, vejo-o se virar para mim. Eu abaixo a minha cabeça para que ele não veja as lágrimas traiçoeiras rolando pelo meu rosto. Eu me senti tão estúpida por chorar, eu deveria estar preocupada com Abby e Stella, não com os meus sentimentos estú*pidos sobre ele ser frio comigo. Mas não posso evitar. Não posso deixar de pensar no que fiz de errado para ele ser tão frio e duro comigo. Ele se arrepende de ter se casado comigo? Ele está infeliz? São tantas perguntas no meu cérebro que se somam a todas as outras que sei que ficarão sem resposta. O calor se espalha da minha mão e dispara em direção à minha mão fechada, deixando um rastro de fogo para trás. Alexandro segura a minha mão com firmeza e a aperta com força. Eu ainda não olho para cima e para ele, ele parece perceber isso enquanto gentilmente puxa o meu braço. Levantando a minha cabeça, eu finalmente olho para ele apenas para encontrar olhos castanhos chocolate olhando para mim. — Sinto muito, amor. Ele sussurra enquanto me puxa para ele, envolvendo os seus braços em volta de mim enquanto ele planta um beijo firme na minha testa. Permaneço rígida nos seus braços não me permitindo relaxar, sentindo-me vacilante. Ele ignora isso e me pega e me coloca no seu colo me fazendo olhar para ele. Ignorando o fato de que estou usando um vestido, eu monto nele, mas não desisto, resistindo ao impulso de acariciar o seu peito vestido de camisa cinza. Alexandro suspira levemente enquanto olha nos meus olhos, segurando-me com força contra ele. — Eu sou um idi*ota por fazer você chorar. Ele murmura enquanto enfia uma mecha de cabelo rebelde de volta no seu devido lugar atrás da minha orelha. Ele enxuga as minhas lágrimas quase secas com a ponta do polegar e lentamente acaricia a minha bochecha. — Me desculpe, eu não deveria ter dito essas coisas. Principalmente sobre nós, eu te amo, você sabe né? Eu sou um id*iota por dizer isso, não me arrependo de nada. Alexandro diz severamente, ainda olhando nos meus olhos. — Mas... — Mas nada. Ele diz me interrompendo. — Eu não tenho o direito de dizer essas coisas para você só porque estou de mau-humor. Eles são sua família tanto quanto a minha, certo? — Definitivamente. Digo. — Bem. Ele responde enquanto me beija nos lábios. — Você não tem ideia do quanto eu te amo, não é? Ele murmura, o seu hálito frio soprando no meu rosto. — Eu tenho uma boa ideia. Eu respondo, finalmente cedendo a ele enquanto pressiono os meus lábios contra os dele com nova energia. Beijá-lo me faz sentir viva mais uma vez e não posso deixar de sorrir no beijo, ele responde com um sorriso e me puxa ainda mais para perto dele. Mesmo agora, embora estejamos envolvidos um com o outro, não consigo deixar de pensar que algo está errado com Alexandro. O beijo parece estranho e de alguma forma errado, mas o que poderia ser realmente? Os meus pensamentos provavelmente estão enlouquecendo como sempre, pensando em tudo. Saindo de meus pensamentos, atendo o seu pedido de entrada e abro os meus lábios para que ele deslize a sua língua na minha boca, nós dois nos beijamos fervorosamente. Provavelmente isso não é certo nesse momento.
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