DENVER O ar frio soprou pelas cortinas enchendo o quarto com uma atmosfera sinistra. Virei-me antes de abrir os olhos, ela não estava lá. Já era quinzena e, geralmente, na manhã seguinte, Eliana ficava na minha cama. De alguma forma, ela sempre dava um jeito de se encaixar em meus braços, aconchegando-se apertado como se um monstro fosse pegá-la. E quando eu abria os olhos, ele estaria em sua testa. Seu cabelo iria parar em minha boca e sua fragrância de baunilha preencheria o quarto. — Desculpe! — Sua voz geralmente era tão suave e delicada, especialmente de manhã. Ela diria isso antes de se afastar, como se não fosse acabar nos meus braços na próxima vez que passássemos a noite juntos. Eu zombaria, mas um sorriso iria surgir em meus lábios quando me virasse. No entanto, esta foi a

