11

5000 Words
Como sua voz pode me afetar tão fundo, assim, tão rápido?! Ah, como é que suas cantadas furadas me pegam tão de repente? Sempre jurei juradinho que ninguém me consegue tão fácil, mas minha nossa, de onde ela veio que fez tudo isso mudar? Não sei, mas por favor, ela precisa ficar. Eu nunca fui de me ligar assim com ninguém e eu não sei de onde surgiu essa conexão tão forte, nossa essência se junta e as faíscas são vistas de longe. Lauren mexeu no mais fundo que eu tinha, nem eu conhecia esse meu lado. Ela me faz crer no amor. Será que ele finalmente me encontrou? Critiquei muitas vezes o amor por sempre observar que ele machuca tanto e por eu mesma me machucar em algumas experiências passadas, mas descobrir que o amor não machuca assim, que o amor não tem que doer dessa forma que me doía. Ela é leve, ela me faz ser mais leve e isso é lindo de se ver. Realmente o mosquitinho do amor e do famoso "brega" por estar apaixonada me pegou de jeito. Mas a verdade é que nunca quis tanto algo que sempre critiquei, eu nunca quis tanto viajar o mundo com alguém como eu quero com ela, eu nunca quis tanto ter minha casinha com alguém como eu planejo com ela. Não precisa ser uma casa grande, cheia de frescuras. Uma rede pra gente se aconchegar nas tardes de verão e uma cama pra gente se espremer juntos nas noites de inverno já é tudo que meu coração anseia. Eu prometo estar sempre com o coração aberto para te escutar ao fim dos dias e com os braços abertos para te abraçar todas as noites. As pessoas de fora nunca entenderão o porque ainda nos olhamos com carinho, o porque de ainda fazermos pequenas declarações de amor um pro outro todos os dias, mesmo que estas estejam escondidas atrás de uma careta ou uma guerra de travesseiros no meio da madrugada. Eu posso um dia já ter julgado e dito que o amor não existe, que é uma fantasia criada pelos escritores românticos dos anos 60, mas na verdade, foi a imensa quantidade de decepções que tive, as quais simplesmente quebraram o meu coração em tantos pedaços, que foi desanimante ter que recolhê-los diversas vezes e reconstruir a minha confiança de novo, de novo e de novo. Mas você, meu amor, juntou todos os meus caquinhos com um único abraço, abraço este no qual eu desejo me recolher no fim dos dias pelo resto dos meus suspiros. O dia havia começado de forma tão estranha que tudo causava uma sensação de que logo, as coisas mudariam drasticamente. Quer dizer, ambas as mulheres estavam tão acostumada com o lado caótico de suas profissões, que chegar ao trabalho sem atraso por causa do trânsito era um ato totalmente inesperado, como também chegar na clínica e não ter nenhuma emergência para lidar. Foi quando terminou de revisar algumas planilhas mensais que Melissa teve uma brilhante ideia e que já tava na hora dela colocá-la em prática ou acabaria perdendo o momento ideal para isso. Rapidamente, seus dedos deram um jeito de desligar pela tela sensível do celular e ir diretamente no único contato que lhe interessava, Sofia. Mellz: "Eu tenho uma piada que precisa ser compartilhada com você!" Sofia olhou para a tela do celular que acendeu sobre sua mesa, ela estava atendendo dois idosos, ela queria muito pegar o celular e ler a mensagem de forma decente. Apenas por ver o nome de Melissa, ela sorriu. Mellz: "O que o chão disse para o terremoto?" Sofia olhou novamente enquanto prescrevia uma receita. Ela não sabia o que ele havia dito, mas mesmo assim segurava o riso. Mellz: "Sooooooooofi????" Mellz: "VOCÊ PRECISA RESPONDER!" - Bom então você precisará seguir essa dieta tomando todas as manhãs essas vitaminas e daqui à duas semanas você precisará voltar para verificar como anda essa sua imunidade, tudo bem? - O senhor bufou e a sua esposa revirou os olhos. — Nós faremos uma nova bateria de exames e se tudo der certo, como está caminhando para dá, você não precisará mais reclamar de ver a minha cara todas as semanas, pois as consultas serão mensais aí sim você poderá sentir saudades. — Ela brincou com a situação. – Joseph se tornou um resmungão que odeia hospitais! – Dorothea a esposa, explicou. - Oh, eu entendendo perfeitamente. Eu também odeio hospitais! - Sofia sorriu para ele e ele a olhou desconfiado. - Você trabalha em um, como pode odiar? - Ela sorriu mais ainda. - Eu também fico doente à ponto de precisar fazer alguma estadia nesse prédio. - Explicou. - Pode não parecer, mas eu também preciso tomar cuidado com a minha saúde, principalmente após a pandemia. Foram várias variantes, vários métodos de segurança e como eu tenho um histórico de câncer, preciso tomar um cuidado redobrado lidando com muitas pessoas, principalmente em época de gripe. Então, eu sei que é h******l estar aqui como paciente e se sentir incapaz de fazer as cosias, mas também sei que faz parte do processo de cura. E se tem uma coisa que eu prezo bastante é pela minha saúde, afinal... Se eu ficar doente como irei cuidar de você? – Dorothea riu. - Obrigada, Dra Gonzáles. - Eles se colocaram de pé. - Voltaremos daqui a duas semanas e eu prometo que esse velho torrão estará mais tranquilo. – E simplesmente foram embora. Sofia recebeu mais uma mensagem de Melissa. Mellz: "Desculpe, eu sempre esqueço que você atende pela manhã." Sofia riu e se sentiu estranha por isso, fazia algum tempo que trocavam mensagens e talvez fosse esse humor leve que ela tanto precisava, seus dedos digitaram rapidamente a resposta. Sofi “Mellz, faz três meses que estamos conversando direto. Seja por Skype, Wpp ou SMS... Confesse que você não consegue lembrar com exatidão a minha agenda! Eu mesma quase sempre vivo esquecendo os compromissos dela!!" Mellz: "Nunca!" Sofia achou estranho as coisas que andava sentindo, mas era um estranho surpreendente. Por isso, não queria quebrar o clima agradável e resolveu tocar naquele assunto: Sofi "O que o chão disse para o terremoto?" Sofia fez questão de voltar para o assunto anterior sabendo que Melissa era cabeça dura demais para assumir aquelas pequenas coisas boba. Mellz: "Aí, você mexe tanto comigo!" Sofia largou o celular sobre a mesa e removeu as luvas das mãos, passou álcool em gel e refletiu sobre o que estava fazendo da sua vida para aturar aquele tipo de mensagem. Ela não queria rir de uma piada i****a, mas a forma que foi capaz de ouvir a risada de Melissa ecoar em sua cabeça lhe causou um sorriso enorme no rosto. Sofi "?" Mellz: "KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK " Sofia revirou os olhos ao rir e decidiu voltar para o seu trabalho, quanto mais rápido pudesse dispensar suas consultas, mas tempo teria para ouvir piadas sem graça de Melissa, mas foi olhar para seu próximo paciente para que ela franzisse o cenho bastante confusa. - Mãe? — Foi o time ideal para a mulher entrar de forma séria na sala, retirar os óculos escuros do rosto e caminhar em direção às suas cadeiras vazias à frente da mesa em que sua filha estava. Sônia estava séria e sentou em sua frente tão calmamente que Sofia teve a sensação de voltar para a adolescência, onde fazia uma coisa errada e sabia que o castigo era certeiro, a mãe parecia o ser mais superior do mundo, lhe causando um enorme medo pelo silêncio. Sofia, precisou olhar mais uma vez para sua ficha vendo que o nome de sua mãe estava realmente ali e ela nem tinha se tocado disso. Ok, o sinal de alerta gritava várias vezes dentro da sua mente. - Aconteceu alguma coisa? – Sofia engoliu em seco. - Você está bem? Onde está o papa? Ele está do lado de fora? Ele tá bem? — Sofia começou a fazer diversas perguntas, deixando claro o seu nervosismo. - É inadmissível o que está acontecendo aqui, Sofia. — A voz firme soou. — Seria cômico, se não fosse trágico! Eu não acredito que precisei chegar ao ponto de recorrer marcar uma consulta para poder falar com minha filha! Eu precisei tirar a vaga de alguém que precisava, só para poder falar com você! – Sofia sentiu o desespero bater em seu peito em cheio, foi nesse momento em que seu celular apitou novamente. Causando uma nova onde de hiperatividade na mesma, mãos trêmulas e pés batendo com uma certa rapidez no chão, nada passaria despercebido pelos olhos atentos de sua mãe e Sônia conhecia o equilíbrio emocional de sua filha. Sofia poderia até não ter saído de dentro dela, mas ela conhecia cada pequena parte que compunha o corpo da jovem médica, principalmente os seus medos, seus pesadelos e os seus pensamentos. Não gastou muitos dólares para que ela crescesse uma pessoa instável, como aparentava naquele instante. Por tanto, o que quer que tenha chego no celular de sua filha, que causou aquele descontrole emocional só poderia ter despertado algum gatilho e só existia uma pessoa no mundo todo capaz de cometer esse desequilíbrio, mesmo sem saber. - Bom, eu... Mãe, você sabe que eu ando com várias coisas e sempre acabo ficando sem tempo. - Se explicou. — Eu ando bastante corrida sobre nosso evento beneficente que está se aproximando, caso você não tenha lembrado, você irá com o papai, não é? Luna disse que sim! Bom, tem a clínica de Cuba que Clair precisou ir verificar a ausência de medicamentos e você sabe... Urgências acontecem a todos os instantes e eu nunca sei quando vou precisar entrar em sala cirúrgica. Eu realmente sinto muito por não ter tempo... - Sem tempo só para a sua família, não é? Eu sei o que você anda fazendo! Eu sei que você tem uma agenda corrida, eu sei que você faz pub, faz comerciais e parcerias com lojas, sei que você é digital influencer fora daqui, eu não entendo como você faz pra conciliar tudo, mas eu vejo cada vídeo teu e por mais que a maioria sejam gravados nos seus dias de folgas, eu ainda não entendo! – Sônia parecia bastante revoltada.- Verifique minha pressão para que eu não tenha vindo em vão. – Sofia concordou pegando seus equipamentos que estavam dentro da segunda gaveta de sua mesa. Sofi, você não é mais uma criança... - Você está começando a me deixar assustada. - Sofia ficou de pé ao lado da mãe. — Eu sei que sou ausente, mas o que realmente te trouxe aqui? - Seu pai e eu achamos que está na hora de você trabalhar menos e viver mais! - Sofia olhou para sua mãe por alguns segundos, tentando absorver aquelas palavras. Eram reais ou ela simplesmente imaginou todas? - Qual é você tem 27 anos... Há quantos anos você não namora alguém? Pessoas da sua idade estão se casando, estão tendo corações partidos e indo para festas transando com estranhos e se afogando em cachaça! - Suspirou enquanto Sofia prendia o elástico em seu braço. - Filha, seu pai e eu estamos preocupados com você morando sozinha nessa cidade grande, com todas essas obrigações, todos esses afazeres... Nós sentimos você distante e nem sabemos dizer como anda a tua saúde! — Sônia começou a chorar. — Sua ausência faz parecer que somos pais que não se importam com você. Nós sentimos saudades, o seu pai pode até deixar a aparência de Durão passar, mas ele sente tanto a sua falta como eu! Eu entendo que você tem suas obrigações, mas caramba Sofia... Você simplesmente parece não se importar! - O que? — Sofia finalmente entendeu. — Não, mãe... O que? Pelo amor de Deus, não é isso... Eu só, caramba... — Parecia perdida. — Eu só realmente tento organizar minha agenda da forma mais tranquila que eu consigo e eu realmente sinto muito que as vezes seja ausente, não estou negligenciando a minha família, eu amo cada um de vocês, mas eu já tenho 27 anos, sou uma adulta e sei o que estou fazendo. Eu amo meu trabalho seja ele aqui nas clínicas ou nas redes sociais, amo minha independência e valorizo a opinião de vocês como respeito também, mas não sou obrigada a seguir tudo o que dizem. Sinto muito por vocês não entenderem minhas escolhas! Mas elas só pertencem a mim, compreendo o lado de vocês e prometo que farei o possível para mudar isso, mas eu... Mãe, eu sou feliz desse jeito... Eu sou feliz com essa correria, com um falta de tempo e toda a bagunça que você julga me atrapalhar. Eu não estou perdendo nada, não estou vendo a minha vida passar, talvez eu seja uma viciada em trabalho, mas tudo é por uma causa maior. Talvez eu me aposente daqui há alguns anos, talvez eu desista da Internet, mas por hora é algo que me deixa tranquila, que me faz bem... Mãe, eu não estou trabalhando demais para esquecer as decepções da vida, ou esquecer uma desilusão amorosa é só a minha vida e eu não poderia ser mais feliz com ela desse modo! Sônia ficou em silêncio por que querendo ou não, sua filha tinha razão e mesmo que sua vontades fosse arrastar sua garotinha para a casa, ela não podia fazer absolutamente nada pra mudar isso. Foi então que o celular avisou mais uma vez sobre a nova notificação que Sônia conseguiu ligar um ponto à outro. Conhecia a filha muito bem para compreender que o motivo para a demonstração de hiperatividade. - Quando iria me contar que vocês duas estão juntas novamente? – O coração de Sônia disparou e Sofia ouviu. Desistiu de verificar a pressão por que sabia que seria alta pela provável discussão. — Ela estava nas suas férias, eu vi algumas fotos... Mas seu pai e eu achamos que você nos contaria, Sofia... O que você está fazendo? - Mãe... - Sofia, eu tenho medo! - Sofia sentou na cadeira ao lado de sua mãe e parou para ouvi-la, pois ela não tinha nenhuma reação. - Eu não à odeio vou deixar isso bem claro aqui. Não há ódio em mim, mas eu me lembro do estrago que ela fez em tua vida, eu sei por que fui eu quem passou três dias com você internada em Cuba por que você teve a síndrome do coração partido. Eu vi você definhar sem poder fazer nada, eu vi você se fechar totalmente para relacionamentos, eu vi as suas lágrimas mesmo que você não me quisesse lá, eu vi você morrer diversas vezes todas as noites em que ficava sozinha no seu quarto, meu amor... Eu não estou dizendo que a culpa é dela ou sua por ter se protegido dessa forma, eu só tenho medo de tudo voltar acontecer e eu perder você da forma que te perdi. Então você pode até achar que eu estou sendo uma mãe invasiva ou chata por vir até aqui atrás de atenção, mas filha... Você é um dos mais bens mais preciosos e eu jamais me perdoaria por permitir que alguém te machuque daquela forma novamente, não foi c***l apenas para você, mas pra toda a família, consegue compreender? — Sofia concordou com a cabeça ao refletir aquelas palavras sobre um passado quase esquecido. Ela lembra perfeitamente da vez em que Claire demonstrou estar gostando de um menino no colégio, o medo que ela estava por ouvir Sofia chorar todas as madrugadas e achar que faria o mesmo, sem dúvidas foi a pior parte. Então não, Sofia não foi a única que ganhou traumas com aquela fase de sua vida. - Mãe, eu não posso prometer que dessa vez será diferente. Eu não sei se ficaremos juntas ou se ela ou eu acabaremos conhecendo novas pessoas e assim, se apaixonando... Quem sabe casando? O futuro é incerto e tanto ela quanto eu estamos tentando sermos boas amigas... Faz alguns meses que estamos nisso e eu não estou criando planos, mas se vier a acontecer eu farei questão de ir até você e falar, tudo bem assim? Sônia estava com algumas lágrimas em seu rosto. - Você promete? - Sofia riu e abraçando a mãe, disse: - Eu prometo mãe! 「...」 Melissa havia esquecido totalmente o mundo a sua volta enquanto olhava para seu celular. Sua amiga bufou muito irritada e estava prestes a arremessar o objeto para bem longe das mãos da loira a sua frente. - Você precisa largar um pouco esse celular! - Morgan disse impaciente. - Pelo menos por alguns instantes, você sabe que ela não vai te responder por que está ocupada. Ficar olhando todo o tempo para ele está me causando uma aflição e eu mesma estou esperando essa maldita resposta sem ao menos saber sobre o que se trata! Melissa riu e guardou o aparelho sobre o bolso traseiro. Elas continuaram andando em direção à qualquer coisa, e embora Melissa odiava fazer compras, dessa vez seria necessário. - Eu estava contando uma piada. - Melissa explicou. - Estou esperando a resposta. Meu irmão está interessado em você, à propósito. — Morgan revirou os olhos. - Mel, sem ofensas. Mas o seu irmão é o maior galinha que Miami teve a infelicidade de ter! — Melissa deixou o celular de lado rapidamente. — Não sei se você sabe, mas ele sempre manda mensagem para todas as suas amigas e Thomas pode até ter um rosto bonito e um pênis entre as pernas, mas ser um pegador não faz o meu tipo e não o torna mais atraente, quer dizer... Há alguns meses atrás, ele entrou em contato com a Sofi, a chamando para sair e você sabe como aquela uma é... Sempre educada! Ele foi em Nova York atrás dela, eu sei que não houve nenhum beijo na boca e afins, mas porra... O seu irmão tentou beijar a mulher que você ama! Inicialmente todas achamos que era você tentando se aproximar da Sofia, mas né... A sorte que você tem é que Sofia deve te amar muito para suportar suas piadas sem graça e ter que dispensar um clone seu de pênis. - Pararam em uma vitrine onde havia umas roupas leves e bonitas. - Eu gostei dessa aqui, ficará bonita no seu corpo e irá valorizar essas curvas que você tem. - Minhas piadas não são sem graça e eu não sabia das travessuras do meu irmão gêmeo!. - Se defendeu Melissa. - d***a, o Thomas nunca toma jeito e é extremamente cansativo lidar com a sujeita que ele deixa para trás, a sorte é que no momento ele está está Boston ou eu mesma acabaria com esse fogo dele a base da p*****a! — Estava tão irritada, que ficou vermelha. — Mas eu pretendo falar sobre coisas melhores como eu realmente acho que dará uma grande m***a isso o que estamos fazendo! — Morgan revirou os olhos mais uma vez. - Mell, pelo amor... Até Karen que não vai muito com tua cara tá ajudando. O que pode dar errado? - Se virou para encarar a latina. Melissa pensou por um tempo e sabia que o que suas amigas estavam fazendo era loucura. Porém, ela estava envolvida e precisava dar o segundo passo com Sofia e dessa vez, seria diferente. - Se ela me disser não? - Se perguntou nervosa. - Se ela viajar? Ela sempre viaja pra conferências e outros lugares... Eu posso muito bem chegar lá e ela estar viajando! Morgan queria largar a mão na cara de Melissa. - Presta atenção aqui; Karen verificou com Luna e os dias que você ficará em Nova Iorque serão tranquilos na agenda dela. Pode acontecer imprevisto? Pode, mas vocês darão um jeito. - Puxou a mulher loira para dentro da loja. - Miley conversou com o pai e conseguiu reservar uma mesa em um restaurante legal caso você queira levar ela e que tem tudo haver com ela, boatos de que é o favorito. Karen deixou o carro dela disponível pra você e as chaves estão no apartamento de Sofia, K também fez questão de deixar a cópia do apartamento de Gonzáles com o porteiro, você só precisa dizer seu nome, Até Ash encontrou uma vaga na agenda dela pra você. Que horas é o seu voo? A propósito, como foi? Melissa puxou seu celular e olhou as horas, não havia nenhuma mensagem. - São as 18h00m. — Se referiu ao voo. — A música é simplesmente perfeita, não consigo nem acreditar que eu mesma tive a capacidade de escrever aquilo. Espero muito que um dia você possa ouvir. - Quem sabe Ash não grave a versão, não é mesmo? — Ambas sorriram ao concordar com aquela ideia. — Você já fez as malas? - Melissa negou. - Vamos logo comprar as coisas que precisa e eu te ajudo com isso. E elas fizeram. Compraram tudo o que Morgan achou necessário para se ter em uma ida à cidade que nunca dorme e Melissa só queria se deitar em qualquer lugar e dormir profundamente devido ao seu enorme cansaço. Fazer compras era deverás exaustivo e ela nunca aprendia a gostar disso. Sofia ainda não havia respondido nenhuma das mensagens. Morgan, depois de tudo pronto, levou Melissa até o aeroporto. - Você está nervosa? - Perguntou. - Muito. - Está com o anel? - Melissa concordou novamente. - Sim! - Tem certeza disso? - Mel bufou. - Óbvio que eu tenho já te disse milhares de vezes e todas essas perguntas estão me deixando muito mais nervosa do que eu deveria estar. - Explodiu. - Caramba, eu não sei como agir diante disso tudo, mas eu sei que preciso agir logo... Preciso firmar com ela e eu realmente espero que ela queira isso ou eu simplesmente posso morrer sendo apenas a amiga dela. Eu a amo, Morg... Não sei se seria capaz de ser apenas a amiga! Morgan entendia muitos anos trás Sofia havia dito algo parecido sobre um suposto retorno, mas ela sempre acreditou fielmente que você jamais poderia ser apenas amigo de um ex-amor, por que ou vocês ainda se amavam muito para manter a relação firme e sólida, ou nunca havia sido amor. E bastava olhar para elas para ter a confirmação. Por que ambas sentiam o tipo de amor que acaba se tornando eterno, mesmo que a relação tenha durado tão pouco. - Mande lembranças à Sofi. - Morgan abraçou apertado Melissa assim que seu voo foi chamado. - Eu tenho planos pra projetar a casa de vocês duas da mesma forma que projetei a que você está prestes a conhecer, espero que goste. - Obrigada, por tudo! - Melissa agradeceu soltando do abraço e segurando sua pequena mala. - Você não precisa me agradecer, eu sempre estarei aqui pelas duas. - Morgan sorriu. - Agora vá por que eu preciso correr, Stefan está me esperando. Lógico que o funcionário de Melissa era o irmão mais novo de Morgan. - Mando mensagem assim que chegar lá. Melissa não esperou uma resposta e apenas seguiu em frente em direção ao seu segundo passo. Aquilo era tudo o que ela mais queria e ela faria questão de conseguir. 「...」 Horas depois, uma Sofia praticamente arrastada destrancou a porta do seu apartamento. Fazia um bom tempo que Karen não dava as caras e ela sabia que a mesma estava em mais uma de suas intermináveis reuniões em qualquer lugar do mundo. Sofia sentia falta da sua melhor amiga. Acabou por sentir um cheiro bom vindo da cozinha e estranhou, caminhou até lá e encontrou um bilhete sobre um tappaware transparente que continha lasanha dentro. "Imaginei que a senhora chegaria tarde e acabei preparando sua comida da semana. Fiz também essa lasanha e pra esquentar você só precisa levar no micro-ondas por alguns minutinhos. O resto dos alimentos são coisas fáceis e rápidas para serem manuseadas. Não se esqueça das frutas e vitaminas, fiz compras e tudo está na mais perfeita ordem. Ah, não se esqueça dos remédios. Deixei na dispensa à sua esquerda, sobre a sua escrivaninha em seu quarto e dentro do armário do banheiro!! Chegou uma caixa nova do Universo Figure e eu deixei no seu quarto, volto na próxima semana! Xx: Hellen." - Deus, obrigada por pôr essa mulher em minha vida! - Sofia deixou sua bolsa sobre a ilha que dividia entre cozinha e sala e pegou o tappaware levando-o rapidamente para o micro-ondas. Hellen era a senhora que cuidava do apartamento de Sofi à tanto tempo que as vezes, a proprietária esquecia de sua presença silenciosa semanalmente. Óbvio que quem havia escolhido a dedo e contratado havia sido Sônia, por que sabia que a filha acabaria esquecendo-se de encontrar alguém competente o suficiente que para tomar conta dela e da casa, aparentemente. Sofia ainda precisava tomar alguns remédios, mas sabia sobre isso. Só que havia dias que ela estava tão exausta que não lembrava seu nome, era onde Hellen entrava e mantinha tudo nos eixos. Enquanto verificava o celular, apenas para ver se não tinha nada sobre Melissa. Aproveitou para agradecer a Hellen pela preocupação e mesmo que fosse quase meia noite, sabia que não teria problema. Às vezes, quando Karen passava tanto tempo fora, Sofia se sentia sozinha demais dentro daquele apartamento com três quarto, com um banheiro em cada, uma cozinha e sala interligada com uma varanda legal onde ela tinha uma boa visão da cidade. Foi pra lá que Sofia foi assim que o micro-onda alertou de que sua comida estava pronta. Jogou-se em uma poltrona estofada preta e olhou para o céu vendo o quão escuro ele estava sem nenhuma estrela ou luz da lua. Ela pensou no quão vazio sua vida havia sido durante todos aqueles anos. Sofia pensou nas diversas pessoas que passaram pela sua cama e no quão constrangedor havia sido ter que se livrar delas nas manhãs seguintes por que para ela, sempre seria mais fácil abandonar alguém do que ser abandonada. Sofia havia focado toda sua mágoa e angústia em drogas, s**o e álcool por que eles eram a coisa mais fácil que ela poderia conseguir. Era fácil demais lidar com seu coração partido se ela não estivesse sóbria o suficiente para suportar a dor constante em seu peito. Sofia pensou no quão descuidado ela havia sido ao deixar suas obrigações de lado só pra curtir um pouco da saudade que ela sentia da Melissa. Vieram notas baixas na faculdade, vieram mais saudades, vieram lágrimas e uma enorme vontade de ligar só para que ela pudesse ouvir a voz grogue pela madrugada. Nunca, em momento algum Sofia havia passado tanta vontade como passou naquele período. Levou muito tempo para que ela entendesse que mesmo tendo tentado de tudo, a culpa não era dela por Melissa ter partido. Sofia a amou e isso ninguém poderia contestar. Ela se lembrou de uma vez em que estava empenhada lendo um livro e encontrou a seguinte frase que marcou sua vida. "As pessoas estão destinadas a se apaixonar umas pelas outras. Porém, isso não quer dizer que elas estão destinadas a ficarem juntas!" Ela transformou aquele coração partido em força de vontade, em coragem e transformou sua dor em sua maior motivação. Ela prometeu para si mesmo que jamais deixaria alguém ter ela da forma que a americana a teve. Suas lágrimas secaram. Suas noites em claro eram na companhia de vários livros. Seus dias eram corridos e ela m*l tinha chance de pensar em outra coisa. Às vezes, quando o nome de Melissa brotava em sua mente, ela respirava fundo e tentava manter o controle sobre seu coração disparado. Tentava ter o controle do seu cérebro e dizia baixinho para si mesma que não podia se abalar daquele jeito. Que ela não podia ser fraca e correr atrás de alguém que não lhe queria mais. As palavras por mais duras que fossem fizeram Sofia ver totalmente a diferença entre o amor da tua vida e o amor para tua vida, mesmo que ela tivesse passado a não acreditar mais naquele sentimento. Foi assim, que depois de muito esforço. Veio à glória. Sofia se formou como a melhor de sua turma, conseguiu um estágio no melhor hospital do país, fez trabalhos voluntários em lugares que precisavam de ajuda e em seus plenos 23 anos já estava com uma carreira brilhante formada, onde até de país havia mudado. Foi quando comprou seu primeiro imóvel, fez questão de que uma de suas melhores amigas o projetasse da forma que ela sempre sonhou e hoje, estava ali admirando a linda cidade abaixo de si. Ela poderia tocar os céus se quisesse... Ela percebeu que todo o esforço finalmente tinha válido à pena. Exceto à solidão que lhe fez visita e permaneceu. Quando ela engoliu o último pedaço de lasanha, sua campainha tocou. Sofia achou estranho pelo interfone não ter tocado, ou a hora que estava recebendo visitas. Era quase uma da manhã e sabia que não poderia ser Karen já que a mesma tinha as chaves. Enquanto a campainha tocava mais uma vez, ela foi à cozinha e deixou sobre a ilha de mármore a louça suja. Suspirou e caminhou em direção sua porta e sem olhar pelo olho mágico por que ela tinha aquele maldito costume, sua porta foi aberta. E Sofia sentiu um arrepio pelo seu corpo entendendo mais uma vez o porquê odiava portas abertas. Você nunca sabe o que pode ter do outro lado. - Melissa? - Estava incrédula. - Surpresa! – a americana de olhos incrivelmente brilhantes sorriu e de repente, Sofi se sentiu merecedora de toda a felicidade do mundo. Mas todos os beijos e todos os momentos ofegantes, tentando fazer o certo, mas sei que dará tudo errado... Mesmo que eu saiba como a história termina. Eu faria tudo novamente... Fifth Harmony - All Again
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD