Capítulo 02

1285 Words
Era manhã, quando Pedro se arruma para mais um dia de trabalho, ele desce e se depara com seu irmão, Diego que o esperava na mesa onde era servido o café, ele via a decepção que o irmão sentia e precisava ajudá-lo para que não se perdesse. Então seu irmão lhe faz uma proposta, como eles tinham negócios com a facção em São Paulo, sugere que Diablo vá para o Brasil e assuma os negócios pelo menos por um tempo. — Porque não se afasta da Itália por um tempo, Pedro, vá para o Brasil, tenho planos de abrir um escritório para acompanhar as importações, seria uma forma de sair um pouco daqui e esquecer tudo que aconteceu, o que acha? — Eu não sei do que está falando, sou um homem viúvo, pois minha mulher sofreu um grave acidente. — Que seja, mas precisamos de alguém de confiança, para negociar com a facção e com nomes da política e da polícia local. — Não sabia que tinha interesses, nesses grupos? — Esse grupo é tão grande e organizado quanto o nosso irmão, acredite, só temos a lucrar com uma parceria como essa. — Está certo, quando devo partir? — Até final desta semana. Destruído, ele precisava de um motivo para ressurgir das cinzas, fez suas malas e retornou ao Brasil, mas ao desembarcar ele relembra do dia que foi embora e algumas lembranças que ainda aterrorizavam acabam por revelar seu verdadeiro lugar. De mãos dadas com sua pequena Isabella já com seus 5 anos, eles estavam prontos para recomeçar, um carro filmado os esperavam no aeroporto, Diablo vestindo seu terno de três peças na cor preta, seguiria para uma importante reunião com líderes de uma importante facção em São Paulo. Para acompanhá-lo, ele leva Marconi, seu amigo e fiel escudeiro, o único que poderia confiar, para ajudá-lo nessa nova missão. Marconi Viegas, hoje com seus 30 anos, está na máfia desde seus 19 anos, conheceu Diablo ainda na adolescência em uma dessas festas regradas por prostitutas, seu pai era segurança de Ruan, pai de João Pedro (Diablo) e Diego seu irmão de criação. Desde que se tornou segurança e parceiro de Diablo, sempre demonstrou ser um homem de total confiança, pronto para cumprir qualquer ordem dada. Quando foi questionado de acompanhá-lo até o Brasil, não pensou duas vezes, fez as malas e apenas se despediu de sua mãe, a qual teria como a única por qual se importava. Assim que desembarcam, já teriam disponível um carro alugado, que eles usam para levar até o hotel, Isabella e sua babá Jorgina, que às vezes oferecia serviços íntimos ao patrão. Em poucos minutos, eles chegam e Marconi desce para resolver todos os trâmites de hospedagem, antes de seguir para o local onde teriam uma importante reunião. No carro, antes de descer, a filha de Diablo questiona ao pai, aonde ele iria, pois não conhecia nada naquele local e ficar trancada num quarto de hotel era algo diferente para ela. — Papai, eu vou ficar aqui agora? — É por pouco tempo, filha, vamos porque o papai precisa tomar um banho antes de sair. Antes de deixar a pequena no hotel com a babá, Pedro se aproxima da filha que parecia cansada e se despede dando um beijo na testa. — O papai já volta, está bem princesa? — Tá bom, a gente vai morar aqui? — Logo iremos procurar uma casa está bem? Na comunidade da Iporanga, Mari e Samuel recebem a notícia que tanto aguardam por anos, João Pedro enfim estava em solo brasileiro a caminho da reunião organizada pela facção. — Amor, marque um jantar com ele, precisamos contar a ele sobre a mãe. — E vamos, depois viramos essa página ok? — Sim, eu prometo. Diablo, entra numa casa perto da periferia, onde havia muitos carros e homens armados fazendo a segurança, ele desce do carro e todos ali já sabiam quem ele era, não ousariam revistá-lo, o mesmo entra na casa, logo na porta é bem recebido. — Seja bem-vindo, o senhor está sendo aguardado na sala. Membros da facção bem trajados o aguardavam para a reunião, entre eles um que traria uma importante informação, porém eles tinham uma importante proposta a lhe fazer. — Senhor, João Pedro, sou Samuel, mas me conhecem pelo vulgo “Chupim”, eu gostaria muito de convidá-lo para ir a minha casa jantar, pois tenho uma importante informação sobre sua mãe biológica. — Como sabe sobre ela? — Eu posso explicar depois, agora acho melhor irmos aos negócios. Diablo, estava curioso para saber o que o homem chamado Chupim teria para contar sobre sua origem, mas agora ele precisava conter sua curiosidade e seguir com os negócios. — Bom, eu vim aqui, pois temos interesse em um fornecimento para vocês, como sabem queremos expandir nossos negócios. — Senhor “Diablo”, temos muito interesse no fornecimento, mas para nós seria interessante se o senhor, como sendo m****o de uma máfia, liderasse uma de nossas comunidades invadidas pela milícia e agora sobe o caus. — Não vim aqui nesse propósito, isso está fora de questão. — Acredito que seu líder iria aprovar isso, além de poder estabelecer uma base numa das mais importantes comunidades do Estado. — Porque antes de dar sua resposta não vá até lá conhecer, temos uma bela casa para o senhor e sua família, oferecemos um baile na comunidade vizinha no próximo final de semana. Após a reunião, Diablo entra no carro que era de Chupim, os dois seguem para a bela casa, ele fica atento a tudo e curioso para saber o que ele tanto tinha a contar. — Senhor, a sua mãe foi empregada em nossa casa, ficamos muito anos esperando por esse dia, minha esposa prometeu isso para ela. — Minha mãe? Ao passar pela entrada da comunidade. Diablo tem uma vaga lembrando de quando ainda era uma criança, levando uma das mãos à cabeça, ele fica observando a movimentação de pessoas, crianças correndo descalças. Mari, os aguardava ansiosa e ao ver o homem que havia se tornado João Pedro, ela não consegue esconder a emoção, ao seu lado uma bela jovem, Amélia com seus 18 anos e um belo par de olhos azuis. — Mamãe, quem é esse homem? — Vá para dentro filha, sua mãe ficaria muito orgulhosa se visse João Pedro. — O que aconteceu com ela? Mari e o Samuel o convidaram para entrar e durante um bom tempo no escritório puderam explicar o que havia acontecido, o homem fechou os punhos não podendo esconder sua fúria e indignação, não poderia culpar o irmão, mas lamentou não poder cobrar isso do pai adotivo já falecido. — Acredite Diablo, você é o homem certo para colocar aquele lugar nos eixos, tem o poder da máfia, os poderosos não poderão enfrentá-lo, precisamos de alguém assim em nossa facção. — Meu irmão pretende abrir uma de suas filiais aqui, o que vai ajudar e muito a exportação de armas e drogas, se eu aceitar, ele virá até aqui, se não conseguir convencê-lo será um inferno. — Não estará sozinho, eu garanto. Após o jantar, que foi muito agradável, chupim o leva até a casa onde Lúcia morava, mas ele prefere não entrar, Diablo retorna para o hotel e promete ir até Heliópolis no dia seguinte, conhecer a tal casa e andar pela comunidade. — Então amor, será que ele irá aceitar? Comenta Mari para o marido, que apenas vê o carro que levava Diablo para fora da comunidade, dentro dele pensativo ele retorna para o hotel, entra no quarto onde sua pequena Isabella dormia. — Eu prometo a você filha, que não permitirei que nada lhe falte.
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