Apesar da tensão que pairava no ar após o enterro de Francis, Cassius seguiu para a academia. Ele ainda precisava encontrar sua filha. Saindo da cabine do elevador naquele andar vazio, ele caminhou além do quarto que costumava frequentar. Ao abrir a porta, deparou-se com uma grande sala repleta de computadores de última geração, dispostos lado a lado. E lá estava ele, o menino magro, sentado à frente de uma tela. Cassius se sentou ao lado de Filipe sem dizer uma palavra, enquanto o garoto descansava o rosto sobre a mão, com os olhos cansados. — Ainda passa noites acordado com isso? — perguntou Cassius, cruzando os braços e encarando a tela com um olhar vazio. — Você entregou tudo em minhas mãos. Acha que é fácil fazer isso? — resmungou o menino, bocejando. — Tenho que ficar de olho em t

