Capítulo 12

1007 Words
- Como ela irá passar o dia todo aqui? Neco estava preocupado com a decisão de Dona ir averiguar os trabalhos realizados durante o dia. - Ela só me comunicou, não sei o que se passa na cabeça dela. - Esconda tudo que o “Patrão” deixou aqui, ela não pode ver, menos ainda contabilizar. Vai dar o maior rolo. - Aí, vou dar a real! Larga ele de mão, atende o que ela quer, você irá se ferrar, se continuar tentando levar os dois. Ela não é burra, já está entendo os esquema tudo, logo irá desbancar o “Patrão, e você irá cair junto, se continuar em cima do muro! - Eu tô lascado de qualquer jeito! Camal olhou para Neco. - Se liga no Pombo, ele tá batendo fio para alguém. Não caí no papo dele te sido solto, assim, sem nenhuma treta. - Se liga, ele tá nas asas da Dona! Já me liguei no dia que ela o conheceu. Caiu nas graças dela, já saquei tudo. - Eu não acho que seja para ela, se fosse, ela já saberia da existência dele. - Foi depois que ela o conheceu, como te falei, ela gostou dele. Não sei o que ele fez, ou disse, mas... – Ele virou de costas para a porta. – Chamou a atenção dela. - Ele barrou a entrada dela, isso eu vi. Foi só isso. - Pode ter sido esse o motivo. - Só estou alertando, tem coisa errada acontecendo. Camal saiu, deixando Neco sozinho. Logo em seguida, Neco sentou-se em uma poltrona e começou a pensar e falar em voz alta. - Será que ela arrumou outro? – Levou a mão na cabeça arrancando seu boné. – Não pode ser, será que ela me substituiu. – Olhou para a porta. – E se os esquema dela com o Pombo for esses... – Sentou-se escorando os cotovelos nos joelhos. – Não pode ser, ele não sai daqui, e ela não está aparecendo com tanta frequência. Será que eu serei substituído. – Ele levantou caminhando até a porta. – Não pode ser, ela não terá coragem de me trocar. Não mesmo, ela não irá encontrar outro homem igual a mim, que faça o que eu faço. – Deu três batidas no peito. – Homem igual a mim, ela nunca irá encontrar. Eu me garanto. Neco entrou novamente, se dirigindo até o fogão, colocou uma chaleira, que estava com um pouco de água, para esquentar. Enquanto a água aquecia, ele pegou uma xícara, colocando uma colher de café solúvel e três colheres de açúcar. Esperou a chaleira chiar, colocando a água quente dentro da xícara, mexeu com a colher que havia colocado os demais ingredientes. Com sua xícara de café na mão, sentou-se novamente na poltrona ainda pensando em Dona. Neco terminou de tomar seu café, largou a xícara na pia, ainda muito descontente com a situação, resolveu sondar qual a relação de Pombo com Dona. Foi caminhando até o local onde Pombo fica. - E aí, qual é a boa? - Nada, não! Tá tudo tranquilo por aqui. - Aí, eu ainda não entendi, como você se safou dos canas naquele dia! - Já disse, eu tava limpo, tá ligado?! Não puderam me acusar de nada. Por isso fiquei umas horas lá, eles não tinham nenhum motivo para segurar mais. Tiveram que me soltar. Véia desgraçada, que me acusou, disse que eu era suspeito, que tava vigiando o ponto para assaltar geral. - Mas você não estava nem com a arma? - Joguei longe quando ouvi os canas chegando! - E onde ela estava quando você voltou? - Alguém entregou para o Camal, que me devolveu quando voltei. - O que a Dona falou com você no dia que ela veio aqui? Fiquei sabendo que ela ficou bastante tempo aqui. - Ela só perguntou o que você acabou de me perguntar, e eu tive que explicar tudo em detalhes para ela. Fiquei tão nervoso que não sabia o que dizer. Aquela mulher me dá medo, tá ligado! Ela tem um olhar frio, que parece que lê a mente dos cara. Fiquei tão na neura que comecei a soluçar e gaguejar, não sabia o que falar. Sei lá, vá que ela não gostasse, já que eu fui levado por estar fora do meu local. - Não é o tipo dela fazer alguma coisa se você não estiver devendo, agora... – Neco levantou a sobrancelha direita. – Se você estiver devendo! Ela irá descobrir, e aí, sim. Você irá pagar. Irá desejar que os canas te levem, ao invés de ser punido por aquelas mãos que nem tocarão em você! Neco ficou satisfeito com a resposta que recebeu de Pombo. Sem acreditar no alerta recebido por seu parceiro, ele voltou aliviado para seu barrado, achando que Dona apenas irá passar o dia para ver como está o andamento dos negócios, ignorando todos os sinais já recebidos, preferiu não ficar preocupado antecipadamente. Pombo esperou Neco entrar, pegou seu celular enviando uma mensagem. - Avisa a senhora, que o Neco veio falar comigo agora. Ele estava muito desconfiado, me questionou sobre o dia que fui preso. Principalmente, como que eu consegui sair de lá, sem grandes dificuldades. Eu disse o que fui instruído a dizer. Acho que ele até acreditou. Mas daí ele perguntou o que a Dona estava conversando comigo o dia que ela veio. Eu dei a mesma desculpa, que ela havia me questionado sobre o dia que eu fui preso, e que eu acabei me enrolando por ter ficado com medo dela. Fali o que ela mandou. Mas acho que alguém andou falando alguma coisa para ele ficar tão desconfiado, pois foi muito sem nexo os questionemos. Mas mesmo assim, fiquei preocupado com isso, não sei o que está passando na cabeça dele nesse momento. Pombo, apagou a mensagem assim que a enviou. Em menos de cinco minutos recebeu uma mensagem de resposta. - Fique tranquilo, ela irá resolver tudo sem envolvê-lo. Pombo leu a mensagem apagando-a em seguida.
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