Capítulo 11

1138 Words
- Aonde a senhora quer que eu a leve? Flávia entrou no carro sem mesmo aguardar Heitor ajudá-la. Ela estava aparentemente muito brava. - Apenas saia daqui. - Sim, senhora! Enquanto ele dirigia sem rumo, Flávia fazia planos na sua cabeça, pouco mais de meia hora, ela ordenou. - Leve-me ao clube! Sem questionamentos, Heitor, deu a seta, tomando o caminho em direção ao clube. Flávia, pegou o seu telefone, enviando uma mensagem para Beatriz. - Encontre-me no clube em meia hora! Poucos minutos se passaram, ela recebeu a resposta. - Só irei tomar um banho e logo estarei lá! Ela olhou para Heitor pelo retrovisor. - Preciso mais que isso, estacione na garagem privada. Embora Heitor seja completamente apaixonado por Flávia, ele teme em serem descobertos. - Senhora, acha que será prudente, a garagem privada, não é secreta, podemos ser vistos entrando, principalmente, se demoramos. - Seja rápido e eficaz, nesse caso! Ele estacionou, tirou o cinto de segurança, passando por entre os bancos da frente. Flávia, que estava sem suas roupas íntimas, ajeitou-se no assento traseiro, dando espaço para Heitor ajoelhar-se, encaixando-se entre meio às pernas dela. Em pouco tempo, ele a fez sentir a sua cabeça adormecer, e o seu corpo relaxar quando o último suspiro de prazer foi dado. - Eu irei sair primeiro, enquanto você ajeita o seu uniforme. Deixe o carro aqui para não levantar mais suspeitas. Fez um ótimo trabalho! Flávia apenas baixou a sua saia, descendo do carro logo em seguida. Entrou no clube sendo recepcionada imediatamente. - Sua amiga à espera na sala de sempre, senhora! Deseja alguma coisa? - Seu melhor vinho! - Sim, senhora! O rapaz se retirou enquanto Flávia se deslocava até onde Beatriz a aguardava. Entrando na sala, ela deu um sorriso esplendoroso. - Demorei muito? - Na verdade, não. Chegue agora a pouco. - Já pediu alguma coisa? - Ainda não, estava esperando você chegar. - Eu pedi vinho para nós. O que quer comer? - Podemos comer aquelas batatas que só tem aqui? Flávia sorriu. – Claro! Irei pedir quando ele trouxer o nosso vinho! - Você não me parece muito bem. O que aconteceu? - Discuti com Samuel. Às vezes penso em me separar, mas se eu causar esse escândalo, posso ter problemas com meu pai. - Ai, querida! Você já é independente, pode muito bem viver sem o dinheiro do seu pai. Flávia refletiu por alguns minutos em sua independência, porém, ela sabe que ainda não é o momento de se rebelar contra o seu pai, pois, os seus planos ainda não estavam todos alinhados. Ela precisava desbancar de vez com o “Patrão”, e assumir definitivamente os negócios da família, dado um basta na influência que pai exercia. - Meu momento irá chegar. Ainda é muito prematuro tomar uma atitude tal como essa! E no momento que eu me libertar de tudo, irei contar com você para me ajudar nos negócios. - Já disse que não sei, se é uma boa ideia juntar amizade com negócios. Tenho medo de não atender as suas expectativas, pois você é bastante exigente. - E você, é bastante competente, eu sei do seu potencial. Acredito que você fará um ótimo trabalho! O garçom chegou com o vinho e uma porção de alimentos coloniais picados em uma bandeja. Flávia olhou-o profundamente nos seus olhos, e com toda a sua sensualidade, falou: - Você é novo aqui? - Sim, senhora. Comecei pouco mais de um mês! - Interessante! Traga-me uma porção de batatas sauté. - Mais alguma coisa, senhora? - No momento não, pode se retirar! Ele reverenciou curvando-se levemente e saiu. - O que foi isso? – Beatriz perguntou sorrindo. - Isso o que? - Você flertou com o garçom, amiga? - Achei-o bonitinho, Bia. Não estou amarrada. - Você é doida. Já acho loucura você e o seu motorista. - Ei, cuidado o que você fala. - Desculpe, amiga! Mas você não é muito discreta, tem que disfarçar melhor. - Não quero disfarçar. Só não quero que descubram do meu relacionamento com o Heitor. Os outros não me importam. Beatriz levantou o rosto encarando Flávia. - Você gosta dele? É por isso que quer se separar? - De onde tirou isso? Que imaginação fértil é essa? - Você falou que se importa com ele. - Me importo, ele é um homem incrível, você não tem noção do que ele faz. Isso não quer dizer que eu goste dele. - Entendi, seria muito para você, estar apaixonada por um mero motorista. - Ele não é um mero motorista, ele é meu segurança também! - Hum! Sei... Você que ainda não entendeu os seus sentimentos, mas quem sou eu para te ensinar alguma coisa. - Eu realmente não entendo o que está falando. Mas quero mudar de assunto. Se eu te desse um capital para investir, você saberia no que investiria? - Assim, do nada, esse assunto? - Não é do nada, eu preciso fazer um dinheiro aparecer, e nada melhor que investimentos, não quero deixar suspeitas. - Você está desviando dinheiro da clínica; por isso, quer a minha ajuda? - Claro que não, estou juntando dinheiro, quero comprar as ações do meu pai e derrubar o Samuel, de forma incontestável. - Entendo. Tenho que pesquisar bem, pois os investimentos que faço, são de pouco risco, você, parece-me querer investir algo mais significativo. Irei estudar propostas, assim que tiver uma posição quanto ao melhor investimento, eu aviso você. Mas quanto você pretende investir? Flávia pegou a mão de Beatriz e escreveu com o dedo. Beatriz arregalou os seus olhos. - Tudo isso? - É só o começo! Quero poder juntar muito dinheiro. - Para mim, isso é muito dinheiro! O garçom entrou trazendo o pedido de Flávia, interrompendo a conversa. - Mais alguma coisa, senhora? - No momento não. Se eu quiser, chamarei você! Ele se retirou, mas as duas não continuaram o assunto. - Você irá comigo na viagem, ou não? - Já disse que não! Preciso trabalhar. - Tire férias! Você tem direito. - Minha querida! Eu só terei férias novamente no início do ano que vem. Esqueceu-se de que fomos para a praia neste verão? Então! Foi no período das minhas férias. - Está bem! Irei programar uma viagem com você no início do ano que vem! - Hum! Isso aqui é uma delícia. - Realmente, a melhor batata sauté que eu já comi. - Você já está bem? - Sim, estou melhor! Embora ainda queira voltar para minha residência. - Pode ir para meu apartamento. Não é luxuoso, mas é limpinho e você pode descansar, caso não queira pernoitar em um hotel. - Você é incrível, minha amiga! Mas acho que terei que enfrentar os meus problemas. Depois que comermos, levarei você, depois vejo o que irei fazer de fato.
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