Capítulo 6

1027 Words
Heitor estava parado ao lado do chafariz, em frente a porta de entrada da casa, esperando Flávia sair, quando foi surpreendido por Samuel, que chegou pela lateral esquerda da casa. O dia estava ensolarado, fazendo muito calor, o que fez com que Samuel aproveitasse o clima para mergulhar na piscina. Ele chamou Heitor, que foi ao seu encontro até a porta da casa. - Eu preciso da sua descrição para um trabalho que irei designar a você! - Diga, senhor, em que posso ajudar? - Ando desconfiado que o meu sogro está tramando alguma coisa, não sei ao certo, mas acho que um dos seus negócios está apresentando um fluxo diferenciado no caixa. Quero você descubra para mim, quem é o homem por trás dessa negociação. - Sim, senhor! Assim que eu descobrir quem é este homem, lhe informarei imediatamente. Samuel acenou com a cabeça, entrando na casa logo em seguida. Heitor estava se dirigindo novamente até o chafariz, quando Flávia o chamou. - Traga o carro. Heitor sentiu a suas pernas tremerem e o seu coração acelerou, no momento em que ele se virou avistando Flávia, que se apresentava com um vestido vermelho, com um leve decote em V, costurado à mão com um corte acentuando as curvas da sua cintura, com um caimento rodado por cima dos seus quadris, chegando a altura dos seus joelhos. Ela parou em frente a casa, onde os raios do Sol estavam iluminando de uma forma, que os seus cabelos, que estavam soltos, brilhavam, estampando uma cor marrom acobreado. Uma imagem incomparável em questão de beleza. Heitor, recobrou os seus sentidos, tomando de volta sua postura profissional. Em poucos minutos, ele já estava com o carro estacionado, aguardando Flávia para ajudá-la a acomodar-se no banco. Sem ao menos olhar pelo retrovisor, Heitor questionou: - Aonde a senhora quer ir? - Leve-me às cabanas. Heitor dirigiu até o local solicitado por Flávia, que chegando, olhou-o, enquanto esperava para descer. Ele deu a volta em torno do carro, abriu a porta, esticando a mão para Flávia, que apoiou a sua mão, segurando firme. Ao descer, encarou-o, fez um gesto em direção à cabana. Heitor conteve a sua excitação até o momento do seu encontro com a sua bela senhora. A sua respiração estava acelerada, sentindo o seu coração bater muito forte no seu peito, sentia no seu corpo todo, uma sensação de dormência. Uma breve ansiedade tomou conta do seu âmago. Contaminado pelo desejo, perturbado com um sentimento ainda incógnito, por ele. Heitor adentrou na cabana, onde se defrontou com um semblante esplendoroso, que sob a luz que permeava a janela, iluminando uma forma fenomenal e incomparável. Heitor conteve o seu instinto, tomando a sua posição profissional, abaixou a cabeça, desviando o olhar. - Em que posso ajudar-lhe, senhora! Flávia aproximou-se, o suficiente, para que o seu perfume pudesse ser inalado, mas que o seu corpo não pudesse ser tocado. - O que o meu marido conversou com você hoje pela manhã? - Nada com o que a senhora necessite se preocupar. - Isso, quem decide, sou eu! O que ele discorreu? - O senhor Samuel, pediu-me para descobrir, quem é o homem que o seu pai confiou os negócios! - Interessante! Ele acha que é um homem, e, que o meu pai, delegou os seus empreendimentos a ele? - Sim, senhora! - Magnífico! Você concorda? - Sem dúvidas, senhora! - Iremos manter essa circunstância, visualizo grandes oportunidades, em meio a essa conjuntura. Mantenha-o acreditando que se trata de um homem, porém, não o deixe suspeitar que o meu pai esteja envolvido, isso pode atrapalhar a minha finalidade. - Farei o que for preciso para não o deixar interferir nos seus propósitos, senhora! - Presumo que sim! – Flávia se aproximou, se aconchegando ao corpo de Heitor, que permanecia imóvel. – Chega de explanar negócios, eu não o trouxe aqui para conversar. Heitor sentia-se cada segundo mais ansioso. Pôs as suas mãos na cintura de Flávia, curvando-se levemente para beijá-la. Ele abraçou-a, levantando-a, proporcionando, que ela o envolvesse pela cintura com as suas pernas. Subindo rapidamente as escadas, Heitor carregou-a até o mezanino, onde, sentou-se na cama, girando o seu corpo, acomodando-a deitada, largando o seu corpo por cima do dela, puxando o seu vestido para cima, deixando-a nua. Pôs-se deitado de lado, repousando a sua mão esquerda na lateral interna da coxa direita de Flávia, que com as suas delicadas mãos abriu as calças de Heitor, puxando-a para baixo. Já sem a suas calças, Heitor, terminou de despir-se, apresentando um porte físico impecável. Ele tornou a encaixa-se ao corpo de Flávia, que curvou levemente o seu quadril para cima, puxando-o ao seu encontro. Heitor notou naquele momento que a desejava além do prazer, ela queria-a como a sua mulher, tê-la sem ter que se despedir, sem formalidades, as quais os afastava, ao mesmo tempo, ele entendia que só poderia possuí-la dessa forma, quando ela o chamasse, quando ela o desejasse. Então o que fazer para conseguir conquistar essa mulher quase inalcançável. Enquanto ele se submetia a dar-lhe prazer, sentia as suas emoções conflitarem dentro de si, algo muito novo e recente para Heitor. Flávia neste momento, envolvida por grande excitação, expressava a sua satisfação ao proferir gemidos, misturados com suspiros breves e intensos, colaborando para torna Heitor em um amante ávido, que sem sombra de dúvidas demonstrava a sua intensa devoção a sua senhora, fazendo-a devanear. Ele a envolvera com os seus braços, fazendo movimentos curtos e vigorosos, impedindo-a de desvencilhar seu corpo, extasiando os seus desejos e impulsos, chegando ao ápice do delírio, relaxando todos os seus sentidos. Flávia estendeu-se na cama, olhando-o fixamente. - O que eu faço agora, senhora? Ela esboçou um sorriso. - Encha a banheira, acho que não precisamos retornar agora, afinal, hoje é sábado! - Sim, senhora. Irei vestir-me e a aguardo lá embaixo. - Não! Você entrará na banheira comigo. Não quero ficar sozinha aqui em cima! Quase não conseguindo conter a sua alegria, Heitor, enrolou-se na toalha, seguindo em direção ao banheiro, para colocar a banheira a encher, é a primeira vez que Flávia expressa a sua vontade de não voltar para casa.
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