CAP 45

1275 Words

Elisie Bellamy Depois da dança, eu pego uma taça de champanhe. Não por vontade. É mais por necessidade. Preciso ocupar as mãos, a garganta, qualquer coisa que me impeça de desmoronar no meio desse salão elegante e crel. Caminho até um canto mais afastado, perto de uma das colunas, e aqui fico, tentando recuperar o fôlego que parece ter sido arrancado de mim minutos atrás. Conversar sobre filhos sempre foi um ponto sensível na minha vida. E hoje, mais uma vez, confirma-se que esse assunto sempre carrega algum tipo de decepção para mim. Enquanto observo as pessoas conversando, rindo, brindando, a minha mente me leva para longe daqui. Para memórias que eu preferia não revisitar. Minha mãe. Meu pai. A casa cheia de silêncio pesado, de ausências gritantes, de dor que ninguém queria enxerga

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