Elisie Bellamy Eu acordo com a sensação estranha de que algo está diferente. Não é um susto. Não é ansiedade. É… silêncio. O lado da cama onde Lucien dorme está vazio. Ainda está quente, o que me diz que ele saiu há pouco tempo. Fico alguns segundos encarando o teto, tentando entender se isso me incomoda ou se, de alguma forma, me alivia. Nos últimos dias, acordar ao lado dele vinha carregado de tensão. De palavras não ditas. De cuidados excessivos para não tocar onde dói. Hoje, não. Ainda assim, o meu primeiro pensamento é simples e quase automático: vai ser mais um dia estranho. Tem sido assim desde aquela “discussão”. Já faz dias! Me sento devagar, sentindo o corpo ainda pesado pelo acúmulo de emoções e noites mäl dormidas. Pego o robe, sigo para o banheiro e deixo a água quent

