Julian começou a perceber que algo estava errado na manhã seguinte ao evento. Não foi um pensamento claro, nem uma conclusão lógica. Foi uma sensação física, quase imperceptível, como se o corpo estivesse sempre um passo à frente da mente. Ele acordou com a impressão de que tinha sonhado a noite inteira com alguém, mas sem lembrar exatamente quem. Só lembrava da presença. Da voz. Do modo como o silêncio parecia ter peso. Maya. O nome surgiu antes mesmo de ele abrir os olhos. Não era mais surpresa. Já vinha acontecendo havia dias. Mas naquela manhã, algo estava diferente. Não era só lembrança. Era urgência. Um tipo de inquietação que não se resolvia com distração. Ele levantou, tomou banho, se vestiu, preparou café. Tudo no piloto automático. A cabeça, porém, estava ocupada demais reco
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