Jogador — Mesmo Ferido, Eu Subo

1055 Words

Jogador Eu acordo com gosto de ferrugem na boca. O mundo ainda tá girando quando abro o olho. O teto do bar é baixo, sujo de fumaça antiga, lâmpada fraca piscando como se fosse apagar a qualquer momento. Meu corpo pesa. A perna arde. Não é ardor… é fogo. Um fogo vivo, pulsando, que acompanha cada batida do meu coração. — Fica quieto, p***a. Tu desmaiou. A voz do Vassoura vem de algum lugar à esquerda. Viro o rosto devagar. Ele tá agachado do meu lado, camisa suja de sangue, o meu sangue, a mão pressionando um pano improvisado na minha perna. O olhar dele tá tenso, focado, mas por trás tem culpa. Muita culpa. — Relaxa — eu murmuro, tentando sentar e falhando miseravelmente. — Já senti coisa pior. Ele rosna. — Cala a boca. Tu perdeu sangue pra c*****o. Olho pra perna. O furo ainda

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