Trovoada

1052 Words

Trovoada Eu ainda tava na viela quando o mundo simplesmente saiu do eixo. A boca do Vassoura tremendo, o choro dele rasgando a garganta, aquela frase maldita ecoando como tiro dentro da minha cabeça. “Fui eu… fui eu que matei a Mariana.” Mentira. Não podia ser verdade. Não era possível. Meu corpo ficou pesado, como se alguém tivesse jogado concreto dentro das minhas veias. O chão parecia mole, girando devagar, enquanto o Jogador encarava o Vassoura com aquele olhar cansado de quem já apanhou da vida mais do que devia. Eu senti as pernas falharem. Cheguei a agachar, a mão no joelho, tentando puxar ar. O nome dela veio forte. Mariana. A voz dela. O riso frouxo. O jeito de morder o lábio quando queria provocar. Não. Não era o Vassoura. Era fácil demais. Conveniente demais. — Para

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