Jogador — Pronto, acha que tô feia? Ergo a cabeça. Ela tá na porta da cozinha, vestida com um vestido preto simples, o cabelo preso de qualquer jeito, pouca maquiagem. Tá linda. Linda de um jeito... respeitoso. Não é a Sayuri da piscina, da espreguiçadeira, do sexo selvagem. É a Sayuri que escolheu ir comigo pro enterro do pai que eu odeio. — Ficou muito bonita, maravilhosa! — digo, sincero. Ela sorri, meio sem graça. — Pareço uma viúva? — Parece minha mulher. Vem aqui comer antes da gente ir. Ela senta, pega a xícara, dá um gole. Franzino o nariz. — Tá docinho. Pos o açúcar em cubos? — Pus. Dois. Do jeito que tu gosta. Ela sorri por cima da xícara. — Tá aprendendo. — É o m*l da convivência. A gente come em silêncio por uns minutos. Mastigo o pão sem sentir gosto. O p

