Sayuri O carro sobe o morro devagar, pneus rangendo no asfalto irregular, motor forçando nas curvas apertadas. Eu tô no banco de trás, mãos apertando a barra do vestido vermelho curto que m*l cobre as coxas, salto alto machucando os pés. Minha mãe tá na frente, conversando baixo com o motorista — um cara de terno preto que olha pra mim pelo retrovisor. O ar condicionado gelado bate na minha pele arrepiada, mas eu sinto frio por dentro. Eu reconheço o caminho antes mesmo de ver as placas. O coração dispara tão forte que parece que vai sair pela boca. Aquele morro. O morro que o Jogador sempre proibiu que eu tivesse qualquer tipo de contato, nem mesmo podia fazer amizade com alguém de lá. Ele nunca explicava direito. Só ficava sério demais, maxilar travado, olhos escuros, voz baixa e

