Vassoura — Debaixo do Mesmo Teto

740 Words

Vassoura Eu acordo com o corpo inteiro reclamando, mas o latejar tá mais suportável que ontem. A luz da manhã entra pela janela pequena, cortina velha balançando com o ventinho fresco. Tento me mexer, apoio no cotovelo, e a costela esquerda manda um aviso afiado. Solto um “p**a que pariu” baixo, mão apertando o lado. — Ei, ei, fica quieto aí, seu teimoso! A voz dela chega antes da imagem. Daiane aparece na porta do quarto, segurando uma bandeja improvisada com prato, copo e bule. Cabelo preso num coque frouxo, minha blusa larga demais nela, olheira funda mas com um sorriso tímido, muito lindo. — Bom dia, dorminhoco. O médico disse repouso, lembra? Nada de levantar sem ajuda. Eu olho pra ela, surpreso. — Você… ainda tá aqui? Ela entra, coloca a bandeja na mesinha ao lado da cama, sen

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