Sayuri Ele me olha demoradamente, me encarando com uma expressão que não sei decifrar, olhos escuros percorrendo meu rosto, descendo pro vestido, pras pernas. Não é olhar de fome, como o capanga/motorista da minha mãe que me trouxe. É… avaliador. Calmo. Como se estivesse vendo algo que esperava há tempo. Eu entro na casa, minha mãe atrás de mim, o motorista ficando do lado de fora. A sala é simples, diferente do luxo exagerado da casa da minha mãe. Sofá velho de couro marrom, rachado nos braços, mesa de centro com marcas de copo e um cinzeiro cheio, TV grande na parede, video game de última geração, chão de cerâmica vermelha desgastada nas bordas. Cheiro de café fresco, cigarro, e algo que parece óleo de motor. Nada de ostentação. Nada de mau gosto. Só… casa de homem que não preci

