Sayuri — Onde Ele Disse Pra Nunca Ir

858 Words

Sayuri Ele me olha demoradamente, me encarando com uma expressão que não sei decifrar, olhos escuros percorrendo meu rosto, descendo pro vestido, pras pernas. Não é olhar de fome, como o capanga/motorista da minha mãe que me trouxe. É… avaliador. Calmo. Como se estivesse vendo algo que esperava há tempo. Eu entro na casa, minha mãe atrás de mim, o motorista ficando do lado de fora. A sala é simples, diferente do luxo exagerado da casa da minha mãe. Sofá velho de couro marrom, rachado nos braços, mesa de centro com marcas de copo e um cinzeiro cheio, TV grande na parede, video game de última geração, chão de cerâmica vermelha desgastada nas bordas. Cheiro de café fresco, cigarro, e algo que parece óleo de motor. Nada de ostentação. Nada de mau gosto. Só… casa de homem que não preci

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