Jogador Já era tarde. Ou melhor, quase amanhecendo. O baile tava acabando, o povo indo embora aos poucos, os vapô recolhendo o que sobrou. Eu tava no camarote, sentado, com os olhos pesados, a cabeça leve. Bebi pra c*****o. Cheirei mais do que devia. A mistura tava me deixando num estado meio mágico, meio perigoso, onde tudo parece mais intenso, mais fácil, mais urgente. O Edy já tinha sumido. Vi ele saindo com as duas moças que tava desenrolando a noite inteira. As duas se derretendo por ele. Típico. O filho da p**a tem sorte. A Daiane e o Vassoura também já tinham ido. Vi eles saindo de mãos dadas, ela rindo, ele protegendo. Tão bonitinhos que chega dá nojo. Sobrou eu, a Sayuri, e o Russo. O Russo se aproximou, cambaleando, louco de tanto pó. Estendeu a mão. — E aí, sócio

