Daiane O sol tá caindo, o calor escorrendo lento na nuca, mas eu nem ligo. Tô gostando da parada. Até que o silêncio cai pesado depois que o Jogador chegou daquele jeito. Silêncio demais. O morro sempre tem barulho: moto subindo, funk longe, criança gritando, cachorro latindo. Mas de repente… nada. O Portão da casa grande ainda tá aberto, depois que o Jogador entrou correndo. Ninguém no plantão além do Vassoura? Meu coração aperta antes mesmo de eu entender o motivo. — Vassoura… tá quieto demais, né? Cadê o resto da galera? Cadê os vapô, os empregados da casa? Ele franze a testa, olha pro portão. — Hoje era só eu aqui, os dois vapô que ficariam cobrindo os fundos e lateral ficaram doentes, os empregados receberam a folga da semana. Mas, mesmo assim, vamô lá dentro, vamô ver ess

