Daiane Eu tô na cozinha da casa enorme do Jogador, ainda tremendo inteira, lágrimas escorrendo sem parar. O tiro que eu dei pro teto ainda ecoa na minha cabeça como se tivesse acontecido agora mesmo. O cheiro de pólvora tá misturado com o sangue do Vassoura no chão, aquele cheiro metálico que gruda na garganta e não sai. Meu coração tá batendo tão rápido que parece que vai explodir no peito. Eu olho pro Jogador parado na minha frente, peito subindo e descendo como animal, olhos vermelhos de choro e raiva, mas ele não se mexe mais. Não avança. Só me olha. E eu vejo tudo naquele olhar: culpa, desespero, medo. O mesmo medo que eu sinto. Eu solto a arma devagar, mãos tremendo tanto que quase deixo cair no chão, mas o Jogador pega. O Vassoura geme baixo ali perto, rosto inchado, nariz san

