Jogador A cabeça dela tá quente, grudada no meu peito. Eu sinto a respiração dela, um pouco engasgada ainda pelo choro, misturando com o bater do meu coração. E ela tá leve, sabe? Como se tivesse tirado um peso das costas, depois do nosso beijo. Mas eu sinto o corpo dela duro, ainda tenso. Não é de medo, não. É outra coisa. É aquela distância que ficou, aqueles três dias que a gente perdeu e que tão ali, no meio da gente, feito um fantasma. Meu braço tá em volta do ombro dela, a mão descansa no braço, sinto a pele macia, quente. A outra mão ainda tá na coxa dela, o polegar fazendo um vai e vem automático, meio b***a, mas é o que me prende à realidade. Ela tá aqui. De verdade. Não é miragem, não é delírio da minha cabeça depois de eu quase bater as botas. O silêncio no quarto pesa, mas

