Daiane Depois que desliguei com a Sayuri, fiquei uns segundos parada olhando pra tela do celular, pensando na vida. Ela sempre foi desse jeito, toda intensa, toda jogada nos braços do perigo. Eu queria ser assim, sem medo, sem ficar pensando demais. Mas eu não era. Eu pensava em tudo, no que podia dar errado, em quem podia se machucar. E quase sempre, quem se machucava era eu. Guardei o celular no bolso do short e comecei a arrumar a casa. Quando a gente fala “casa”, parece até que é uma mansão, né? Mas a nossa é minúscula. Os cômodos m*l divididos, banheiro que vive com a torneira pingando e uma janela que não fecha direito quando venta forte. Mesmo assim, eu gosto dela. Gosto porque é limpa, organizada. Não por luxo, mas por cuidado. Eu e minha mãe sempre demos conta de manter tudo e

