Elizabeth A casa era alugada. Bairro afastado, ninguém pergunta nada, vizinho não existe. Perfeito pro que eu precisava. Uma sala espaçosa, cortinas sempre fechadas, e um notebook em cima da mesa. O resto é detalhe. Olhei no relógio. Quase onze da noite. A ligação ia chegar a qualquer momento. — Tão prontas? — perguntei sem olhar pra trás. As duas meninas sentadas no sofá, encolhidas. Jovens. Muito jovens. Dezoito, vinte anos no máximo. Pele dourada, cabelo preto, olhos verdes — esses olhos verdes que o cliente pediu especificamente. Corpo desenhado, daquele jeito que gringo paga caro, b***a carnuda, coxas grossas, s***s firmes, barriga chapada. Brasileira típica, a mais exportada. — Tô com medo — uma delas falou, baixo. — Medo de quê? — ri, sem graça. — Vão ter uma vida melhor lá f

