Sayuri — Ausência

780 Words

Sayuri Os dias seguintes são um silêncio que grita. A casa, que sempre foi cheia de barulho — moto ligando cedo, voz dele mandando alguém fazer alguma coisa, funk baixo tocando na JBL dele na varanda — agora parece vazia mesmo estando cheia de gente. Os seguranças circulam, a empregada limpa, o Vassoura aparece de vez em quando pra perguntar se preciso de algo. Mas ele… o Jogador, ele sumiu. No primeiro dia eu ainda achei que era normal. Ressaca, vergonha, sei lá. Mas no segundo dia, quando desci pra tomar café e a cozinha tava fria, sem a xícara dele na pia, sem cheiro de café forte que ele sempre faz, eu estranhei. O Vassoura brotou na porta com a caminhonete ligada. — Bom dia, Sayuri. Partiu escola? Eu fiz que sim, entrei no carro sem perguntar nada. O caminho todo eu fiquei olhand

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