Sayuri Acordei com uma luz forte no rosto e uma sensação estranha de que algo diferente tava rolando. Levei um tempo pra entender onde eu tava. Meu quarto. Minha cama. As almofadas rosa todas arrumadas do lado. Mas tinha alguém mexendo em mim, uma mão fria no meu braço, um aparelho estranho medindo não sei o quê. — Sua pressão tá normalizando — uma voz masculina falou. — Respira fundo pra mim? Virei a cabeça. Um homem de jaleco branco, cabelo grisalho, óculos na ponta do nariz. Médico. Um médico de verdade, dentro da minha casa. E do lado, duas sombras grandes. O Jogador e o Alan. Os dois parados no canto do quarto, me observando. O Jogador com os braços cruzados, o rosto fechado, aquela expressão de quem tava pronto pra explodir se algo saísse errado. O Alan mais relaxado, mas com

